terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pé quente e contatos!

São Paulo é uma cidade imensa, cheia de coisas pra fazer, de lugares para ir, de diversão e principalmente de trabalho. Mas para começar bem, para chegar no topo, se você contar com uma mãozinha extra vamos combinar que a história muda, ? Hoje em dia é preciso ter CONTATOS. Além de ser bom, e estar na hora certa, com as pessoas certas e perceber o momento certo, bla bla bla. Mas ter um bom canal sempre é o começo.

Eu tenho um canal.

E por ser uma pessoa, como meu pai diria: DE CREDIBILIDADE, ontem jantei no Eau, entrada prato principal e sobremesa + vinho, de graça. De GRAÇA. For free. Na faixa. Boca livre. Como quiser!
Longa história! Não vou aprofundar nos detalhes de como o jantar se tornou gratuito porque eu nem poderia já que não participei do pré. Mas resumindo, tudo começou quando minhas primas foram jantar no Eau no restaurante week e eu não pude ir porque estava doente. O jantar foi um pesadelo, o serviço estava horrível, e elas ficaram numa mesa escondida durante mais de duas horas implorando por comida e bebida. A brigada cometeu um erro atrás do outro, desde o atendimento até a hora de pagar a conta. Mas no final, presenteou as quatro com um jantar for free com uma garrafa de vinho para se desculpar e reconquistar o cliente.
Aí entra a necessidade de ter bons contatos! Eu não fui no jantar, não passei raiva, não passei fome, com certeza nessa hora eu estava no meu 10º sono, com 20 tylenois na cabeça, sonhando. Mas eu fui na degustação free!
!

Vamos ao jantar!

Todo mundo conhece o ditado do "errar é humano mas persistir no erro é burrice". O Eau não é burro não. Primeiro já começamos contando pontos em terem oferecido o jantar. Isso não é qualquer estabelecimento que faz. (Por burrice)
Nós adoramos o jantar, conhecemos o cardápio da casa, e eu ainda me impressionei quando olhei os preços. Na minha imaginação, meu fucking Amex nunca daria conta dos preços do restaurante. Jamais! Nem são exorbitantes!

O prédio, claro, é lindo! Logo no hall de entrada e recepção, há um bar e um lounge para espera separando de um lado o Kinu, e do outro o Eau. Em cima desse bar há uma adega liiiiiiinda. Parece uma biblioteca de vinhos. Uma estante de metal bem alta, repleta de vinhos, com uma passarela transparente na frente.
Bem recebidas, devidamente instaladas, começamos com o vinho muito bem escolhido pelo sommelier. O couvert tem pães ótimos, mas achei um pouco pobrinho. Poderia ser um pouco mais incrementado. Mas tem um pão grande muito bom e uns pãeszinhos de massa choux com queijo DELICIOSOS. Quentinhos e derretem na boca. Parece ser tudo produzido pela casa. De acompanhamento só manteiga e uma pastinha de berinjela, o que na minha opnião deveria ou vir mais uma coisa, ou apenas um bom azeite e um sal temperado. O pão se encarrega do resto.

Uma coisa que me chamou atenção é que mesmo o jantar sendo de graça o serviço foi impecável, por exemplo, eles não tiveram pudor nenhum ao oferecer os pratos. Todos foram citados, devidamente explicados, alguns indicados, e até o menu degustação foi oferecido.

De entrada destaque para a sopa de batata. Onde a batata era só coadjuvante. Foi a sopa mais gostosa que eu ja experimentei! Também provamos sopa fria de abóbora com sorbet de queijo de cabra e caçarola de ovos moles com cogumelos e parma. Perfeitos.

Nos pratos principais, carrè de cordeiro (o melhor prato da noite), pargo grelhado e pato laqueado. O pato também estava delicioso, com uma crosta bem crocante e o interior bem macio. Lá os pratos de carnes não tem acompanhamento fixo. Vocês escolhe com o que quer comer. Amei o acompanhamento de feijão branco com foi gras e parma. Bem cremoso. Bastante opções com verduras e legumes (o que sempre falta nos demais restaurantes) e bastante batata também (purê, rústica etc). O pargo veio no ponto mas se mostrou um prato sem nada demais. Destacou mais o acompanhamento de ratatouille, com os legumes firmes e tenros, cozidos e temperados na medida. E na descrição do prato o peixe vinha com parma, que foi esquecido na cozinha e não apareceu na mesa.

As sobremesas também fizeram sucesso. Destaque para os sorbets de frutas brasileiras: cupuaçu, graviola, cajá e pitanga. Faltou só um açaí... Mas os sorbets da casa são DIVINOS. Textura e sabor muito bem equilibrados. Sem muita acidez nem muito açúcar. Muito, muito, muito bom.
As carolinas e a torta de chocolate com sorbet de cajá também eram ótimas.
O mil folhas de doce de leite vem com uma banana nanica caramelizada inteira no meio das folhas, e o sorbet de chocolate amargo também é perfeito. Ótimo casamento.

Todos os pratos estavam super bem feitos e principalmente bem servidos. Senti falta apenas de mais frutos do mar no cardápio e massas feitas na casa com recheios particulares...

Ótima noite.
Ótimas companhias.
E ótimo contato! (kkkkkkkkk)

Eau
Grand Hyatt Hotel
Av. Nações Unidas, 13301 – Brooklin
(11) 2838-3207
www.eau.com.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

... como alegria de pobre, dura pouco



... já começou a chover de novo!

Vício

Um ( ) antes de iniciar o post; eu fui procurar "vício" no dicionário para melhor expressar meu atual hábito gastronômico quase diário e por incrível que pareça a definição da palavra no dicionário nada tem a ver com o sentido usado, ou o sentido que eu queria dar à palavra.
Enfim, VÍCIO.
Particularmente eu convivo muito com isso. Tem épocas, as vezes meses, em que fico viciada em iogurte de maracujá. Já tive fases que fiquei viciada em sorvete, em carne vermelha, brownie e macarons, em regimes, em determinada atividade física (juro), na vida social do meu pai, mas claro em geral é sempre alguma comida específica.
No momento meu vício pertence única e exclusivamente ao:

YOGURBERRY!



Pra quem não conhece, o frozen-iogurte da Yogurberry, "recentemente" aberto nos Jardins e no shopping Anália Franco é basicamente um sorvete frozen a base de iogurte, 100% natural, com baixo teor calórico, adoçado apenas com frutose, que ajuda na digestão pela presença de Bifidus Lactobacillus, mantém níveis constantes de energia, não contém adição de químicos, ajuda a normalizar os níveis de colesterol sanguíneo e não tem acréscimo de gordura.

How precious is that?

E é SIMPLESMENTE uma DELÍCIA!

O sabor natural, porque o de chá verde tem gosto de capim total. E são só esses dois sabores. Porém você pode adicionar toppins para incrementar o seu yogurberry como morango, manga, maracujá, blueberry, blackberry, kiwi, confeti, amendoim, castanha de caju, jujuba, mel, chocolate e granola. (Esses NÃO COMBINAM, vá por mim.)

Ou você pode pedir também os Smoothies, combinado de frozen yogurt + a fruta de sua escolha, batidos com gelo. Muito do bom!

Ruim é só o preço... Os smoothies custam em torno de R$ 12,00 o copo pequeno (que satisfaz BEM) e os sorvetes dependendo dos toppings que você escolher, o pequeno custa em torno de R$ 7,00.




Yogurberry
Alameda Lorena, 1426/Loja 2 – Jardins
(11) 2645-8449

Shopping Anália Franco
www.yogurberry.com.br

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aniversário do Juão [2]

Todo mundo vai pensar que nesse post eu vou falar maaaaaais uma vez de você, João Paulo... E contar histórias engraçadas das coisas sem noção que você faz comigo desde a infância... E te dar parabéns e desejar que você continue assim, para sempre! Meu amor!
Mas não...

Faz quase um mês que eu vou ao shopping religiosamente toda semana, tentando achar um presente para te dar nesse aniversário...
Não fui feliz em nenhuma das minhas investidas... Então percebi que não precisaria tentar comprar o melhor presente para você, porque o seu melhor presente SOU EU!

Hoje, vamos falar sobre mim! Hoje, no seu aniversário, você vai perceber a dádiva de ter um eterno presente sempre ao seu lado!

Vamos começar por quando eu nasci...
Muitos de vocês acham que tudo começou quando JP fingia que não me conhecia no primário... Mas não... Começou antes mesmo do meu nascimento...
Para que meu irmão demonstrasse um pouco de felicidade com a minha chegada, minha mãe comprou e escondeu um boneco Fofão em casa. Quando eu nasci e João Paulo foi me conhecer na maternidade, minha mãe entregou o Fofão e disse que eu tinha trazido o boneco dentro da barriga dela só para dar de presente para ele! Foi assim que começaram meus presentes para o meu irmão, e o seu amor! (pelo Fofão)

Depois que crescemos um pouco, eu comecei com uma mania de bater no meu irmãozinho com o cabo da vassoura... Bem na cabeça, sempre. E ele nunca revidava...
João Paulo, eu te tornei um homem forte! Que resiste a duras pancadas...
Mas, pancadas de amor não dói...
Foi aí que você começou a revidar...

Aí veio a escola, onde todos já sabem o que acontecia...
E os anos passaram e fomos nos tornando o que somos... E os presentes não eram mais bonecos e brinquedos... Eu comecei a te dar presentes duplos nos seus aniversários... Eu te levava para jantar, e além de comer e beber do melhor, você tinha algumas horinhas em que minha atenção era toda sua! Não tinha MSN nem seriados da Warner para dividir minha atenção...
Você desfrutava da melhor companhia no melhor restaurante...
- Uma absolut por favor!

Hoje, 23 anos depois do Fofão, fiz cupcakes e brigadeiros para você comer no escritório com seus amigos... E estou em casa, te esperando, para te encher de beijos de parabéns!!!!!!!!!!!!

PORQUE EU SOU O SEU MELHOR PRESENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cupcakes de Chocolate com Cobertura de Doce de leite

300 g de farinha de trigo; 2 colheres (chá) de fermento em pó; 35 g de chocolate em pó; 75 g de açúcar; 60 g de manteiga derretida; 125 ml (160 g) de Nutella* usei chocolate meio amargo; 1 ovo batido levemente; 180 ml de leite em temperatura ambiente; 125 g de iogurte natural; 1 lata de Doce de leite de corte Moça.

Mais simples impossível: separe os ingredientes secos em uma vasilha, e os líquidos em outra. Misture os dois com um garfo. Asse em forno pre aquecido, 200 ºC. Usei chocolate meio amargo porque queria uma massa menos doce já que a cobertura era de doce de leite.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Jantar Fora



Jantar fora é o primeiro passo para quem quer sair de casa, para quem quer comemorar alguma coisa, pra quem gosta de comer ou para quem apenas esta com preguiça de encarar a cozinha depois do trabalho...
Algumas pessoas, como meu avô, só gostam de ir aos mesmos lugares sempre, SEMPRE. Outros estão sempre experimentando, procurando novidades... Alguns pedem sempre o mesmo prato outros nunca repetem uma opção.
Nesta edição do Restaurant Week eu dei sorte e dei azar. Sorte porque além das ótimas companhias, uma delas era super eficiente e eu não precisei me preocupar com nada. Ela escolheu ótimos restaurantes e fez reservas antecipadas em todos para praticamente todos os dias da semana. Meu único trabalho era estar no lugar na hora da reserva, comer, rir, conversar e pagar a conta. Muito fácil!
Mas dei azar porque na segunda semana fiquei doente e perdi as reservas que eu estava mais ansiosa...
Tudo bem... Acontece! E o meu fucking Amex já não estava mais colaborando mesmo...

Como toda edição do RW, entram alguns restaurantes para a lista de favoritos e outros para a capa preta...

Se for para começar pelo mal, começamos pelo Balneário das Pedras.
Eu sempre ouvi falar muito bem desse restaurante, mas infelizmente eles erraram a mão na semana do RW.(prefiro pensar assim).
O lugar é super descolado, nas paredes um tom de azul animador, copos bonitos, sofá agradável e um lustre super charmoso. Mas o atendimento era fraco, e a comida regular...
Os garçons estavam perdidos, não sabiam montar os talheres de forma correta e o serviço, tanto do salão quanto da cozinha, parecia estar nadando.
O couvert não tinha nenhum charme, nenhum pão da casa, nada de diferente. Era pão frances mesmo e dispensou uma aquecidinha antes de ir à mesa.
As duas opções de entrada (mix de cogumelos com brie grelhado ou carpaccio de salmão com dill e pinolli) estavam ótimas e bem servidas. Eu que não tenho boas experiências com o brie dos restaurantes (e da casa da Taciana), estava um delícia. No principal a coisa começou a desanimar... O robalo fresco ao molho de limão siciliano era um prato mínimo, quase uma entrada. O peixe não parecia ser robalo, e não tinha nem toque de limão siciliano no molho... O filé mignon também pesava 90g mas o prato vinha com bastante purê. Mas o molho roti estava salgado demais. Quando os principais chegaram tentamos conseguir azeite para o peixe. Depois de três tentativas com diferentes garçons fomos vencidas pelo cansaço. Quando o peixe acabou o azeite chegou. O maitre se desculpou, mas ele tinha ido buscar o azeite no DEPÓSITO! (?????)
Por favor, vamos pular essa informação porque eu não gosto nem de pensar sobre isso.
E o azeite veio num bule de metal, muito do esquisito.
Eu fico muito puta com esses restaurantes, que tem um cardápio ótimo, todo afrancesado, o lugar segue a linha de bistrô descolado e na mesa ninguém pode colocar um vidro de um bom azeite???????????? Vai lá e assassina a comida com o azeite do depósito mesmo!!!
Na sobremesa, quem pediu a sopa de frutas vermelhas foi mais felizardo do que quem pediu a overdose de chocolate do quinteto.
No final da noite, não podia faltar a pérola da hora da conta, né... Que por sinal, ao contrário dos pratos e do azeite, chegou bem rápida na mesa.
Primeiro inconveniente: o SUCO de tomate custava 12 reais! Um suco tem o preço de um drink...
Segundo, chegada a conta dividimos a conta igualmente por três, entregamos os cartões e informamos o valor. Quando chegou o papel para assinar o valor estava 4 reais mais caro em cada um dos cartões. O garçom informou que tinha faltado um suco de tomate na conta então ele incluiu logo o valor dividido em cada cartão. Mas e se eu não tivesse tomado o suco? E se a conta tivesse errada? E se o suco não fosse meu e a outra pessoa iria pagar sozinha? Como a pessoa inclui um valor no meu cartão antes de me avisar? Se tivesse errado ele ia devolver meu dinheiro? Ah mas ia........

foto revistaepocaso.globo.cm

Mas talvez o Balneário mereça uma segunda chance... Pelo ambiente e pelas opções do cardápio original...


Já no Santa Gula...
Como o próprio restaurante gosta de se definir, o Santa Gula não é apenas um restaurante. É um estilo, uma marca percebida em qualquer um dos estabelecimentos do grupo. No Santa Gula, logo na entrada, um corredor de 50 metros com bananeiras de ponta a ponta, realmente dá sinais de que não estamos num restaurante qualquer. No burburinho da Vila Madalena, essa casa com cara de chalé é praticamente um tesouro. Na decoração, as peças antigas de Minas Gerais e de outros cantos do Brasil além de decorarem estão todas à venda. Á noite o corredor das bananeiras fica todo iluminado com velas... Uma atmosfera romântica e charmosa.
No jantar, tudo era gostoso. O rápido, já que a casa, para não correr o risco de se perder no serviço optou por servir apenas o menu no RW no jantar. Na entrada tartare de salmão ou mini crepe de camarão. No principal, camarão cremoso com cuscuz marroquino, steak francês, risoto de 3 cogumelos ou a minha opção, frango recheado com gruyère ao pesto de brócolis e pistache com batatas gratinadas. Delicioso! Na sobremesa o creme brullè de pistache poderia ter mais pistache e ser mais bem servido. Mas o atendimento é ótimo e a comida é muito bem feita. Além do corredor de bananeiras...

Mas os pratos que conquistaram geral foram os do Di Bistrô.
O nome do restaurante é uma homenagem ao pintor Di Cavalcanti, que também inspira a decoração, da qual fazem parte cadeiras garimpadas em antiquários, lamparinas, quadros e recortes de jornal.
Os pratos eram super bem servidos, o risoto de frutos do mar em alcachofra estava simplesmente de outro mundo! Com bastante frutos do mar, a alcachofra bem carnuda e o arroz cozido no ponto certo!
O Di Bistrô conseguiu manter o padrão dos pratos no preço popular do RW. Perfeito.
Mas, novamente apareceu o bule de metal com azeite dentro!!! Será que só eu acho bizarro, gente?
Outra coisa que eu acho super deselegante, quando há algum problema com alguma bandeira de cartão, por exemplo, naquela noite o visa estava fora do ar, eu acho uma indelicadeza não avisar antes... E se todo mundo ali tivesse visa? Ia fazer o que, pendurar a conta? Da para ser delicado e no começo do jantar dizer “infelizmente só hoje nossa máquina Visa está com problemas”, manda uma cortesia para a mesa e pronto...


foto seurestaurante.com.br

E o meu preferido, aquele que entrou para a lista dos favoritos: Ají.
O novo restaurante peruano do chef Checho Gonzáles.
O ambiente é lindo, super descolado, cheio de vermelho e preto. Os pratos são bem servidos, uma boa recepção, um shot de pisco de cortesia para o começo do jantar.
Na entrada, a brandade de galinha com quiabo e couve frita era DIVINA. E o arroz de camarão e tomates ao perfume de tomilho também tinha um tempero especial. No principal o bouef bourguignon era uma mistura de França e Peru, e a tilápia grelhada e tapenade sobre purê de batatas com creme de petit pois também estava ótima.
Para fechar com chave de ouro, mousse de coco queimado com calda de goiabada e creme brullè de milho verde.
O clima da casa é super para cima, o cardápio original é cheio de novidades, vale muito a pena conhecer!

foto Marcelo Katsuki

Ají Restaurante
Rua Bela Cintra, 1709, Jardins.
(11) 3083-4022

Balneário das Pedras
Rua Lisboa, 191. Pinheiros
(11) 3082-7904

Di Bistrot
Rua Jacurici, 27. Itaim Bibi
(11) 3079-9098

Santa Gula
Rua Fidalga, 340. Vila Madalena
(11) 3819-0504

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Entre Estantes e Panelas



Ontem, pela segunda vez, fui conferir o Entre Estantes e Panelas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional... Infelizmente perdi as duas primeiras edições, mas a outras duas que assisti A.D.O.R.E.I! Especialmente ontem sobre Blogueiros da Alimentação! Anotei vários blogs citados para dar uma conferida depois, e assuntos muito interessantes como a conduta de ética dos blogueiros foi abordado.
Foram discutidas questões como o que faz um blog ser mais lido e como ser um "crítico" de restaurantes por conta própria...
O Carlos Dória (muito fofo) em certo momento da discussão, questionou o Luiz Américo, jornalista do Estadão e blogueiro, porque ele, um jornalista com credibilidade e uma coluna fixa em um jornal de repercussão, tem um blog? Qual o limite que o jornal impõe que o blog desbloqueia?
Pergunta difícil, Américo respondeu que o ato de ter um blog cria uma opnião, é um espaço onde você coloca no ar as SUAS opniões, você é uma pessoa comum ali. No jornal não.
Mas no jornal você seria o que? Um personagem? Não... você continua sendo o Luiz Américo do Estadão no seu blog pessoal... E sua opniões definem o seu estilo de escrita. Então, qual a diferença?
É preciso pensar muito sobre a questão...

Outro tema, os blogs de crítica gastronômica. Há zilhões dele aqui, inclusive esse que você lê... É correto uma pessoa que não tem formação sobre isso emitir opniões sobre restaurantes, que talvez sejam lidos por milhares de pessoas, e que irá influenciar na opnião e na escolha das pessoas? É justo com os donos de restaurante? É justo com os leitores? Há especialistas que acham que não, e outros que acham que sim...
Na MINHA opnião, e como esse é MEU blog, e eu teoricamente posso falar o que eu quiser, eu acho que sim.
Só porque eu não tenho formação acadêmica em economia, eu não posso administrar as contas da minha casa? Ou só porque eu não sou decoradora, não posso assumir a decoração da minha sala de jantar? Tenho que necessariamente depender de um decorador profissional pra isso?
Eu acho que não. A crítica gastronômica de um blog é totalmente diferente da crítica gastronômica de um crítico, especialmente porque um é publicado num meio livre, e não necessariamente precisa de um identificador que assuma a autoria do texto, e o outro é publicado no NY Times.
Meu texto não precisa passar pelo crivo de ninguém antes de ir ao ar. Só do meu.
E por isso Luiz Américo tem um blog fora do Estadão.
Mas essa é só minha opnião.
No meu blog.
Enfim...!

Quem puder, mês que vem, não perca o Entre Estantes e Panelas.
E se você se animar a ir, faça como eu. Vá de metrô. Desça na estação Consolação. Ande até a Padre João Manuel e desça até a José Maria Lisboa. E não resista ao pão ciabatta folheado da Benjamin Abrahão...
Todo mundo conhece a história de Benjamin Abrahão, um dos melhores padeiros do estado de São Paulo... Nascido em Franca, começou na padaria aos 10 anos e em três anos já frequentava as melhores casas de aperfeiçoamento. Seu falecimento em 2001, fez com que seu neto de apenas 15 anos assumisse a cozinha. Desde então foram inauguradas mais de 10 unidades em São Paulo.
Um café com leite, um sanduíche de presunto parma e queijo ementhal no pão ciabatta folheado, um suco de melancia, uma bomba de chocolate e uma broa mineira... No ipod Little Joy pra ver a chuva pegar o distraídos...


Benjamin Abrahão - Jardins
Rua: José Maria Lisboa, Nº 1397 - São Paulo SP
Telefone: (11) 3061-4004
créditos da foto:site benjaminabrahao.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ravioli Cucina Casalinga


O Ravioli é considerado a versão mais arrumada do outro restaurante do arquiteto Roberto Ravioli, o Empório Ravioli, na Vila Olímpia.
A casa é tradicional na culinária norte italiana, e tem ótimos pratos como o Penne al ragu de ossobuco (R$ 27), Penne ai Carciofi di Medici - com fígado de frango, alcachofra, marsala e sálvia, Spaghetti alla Bottarga, Gamberetti e Zucchini - com ovas secas raladas, camarões e abobrinha e o Tortelli de Perdiz com Mirtilo (R$ 43). Além de pratos tipicamente italianos como a Trippa alla Toscana - dobradinha à moda fiorentina com lombo, lingüiça, feijão e tomate italiano (R$ 36) e o Ravioli de Bacalhau, Azeitonas Pretas e Tomate (R$ 35). São 80 pratos no cardápio com versões de polentas, gnocchi e risotos, além de saladas e carpaccio elaborados com peixes, carnes ou verdures

O ambiente da casa é simples mas com requinte. Arquiteto de formação, o chef e responsável pelo projeto reaproveitou as estruturas da antiga Regência para compor um ambiente claro, com detaque para as vigas de ferro aparentes do teto e as bandeiras de vitrais quadriculados azuis e vinho, grandes janelas envidraçadas, e uma adega com mais de 200 rótulos de bebidas, com predominância dos italianos, todos escolhidos pelo proprietário.
Os pratos são realmente super bem feitos, e a casa tem um clima tradicional de familía italiana que encanta. Mas dois detalhes me incomodaram um pouco... O pão de linguiça era delicioso, mas poderia ter sido servido quente, gelado não tem o mesmo gosto. E o humor dos garçons também poderia ser melhor...
Ravioli Cucina Casalinga
R. Joaquim Antunes, 197
Tel: (11) 3083 1625

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Será que dá sanduba???



Já viu a propaganda da maionese de leite? Aquela que é mais saudável porque é à base de leite?Pois e se eu disser que ela não é mais saudável e que nem mesmo tem tanto leite assim? Não é brincadeira não. Saiu na Folha de São Paulo um resumo de uma perquisa da Associação Proteste que diz exatamente isso. Eis o texto:
[...]apesar de ser anunciada como mais saudável, Deleite, a nova maionese da Hellmann’s com leite, NÃO TEM diferenças significativas na quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras em relação à média das maioneses tradicionais. A única diferença é no teor de colesterol a Deleite tem mais do que as outras, 2,5 mg contra 1,9 mg por porção. Outro componente da maionese de leite é o ácido fosfórico, que reduz a absorção de cálcio e está ausente nas demais maioneses. A Pro Teste viu ainda que o produto tem mais água, óleo vegetal, amido modificado, vinagre, ovos pasteurizados e açúcar do que leite. Questionada, a Unilever, que fabrica a Hellmann’s, não se manifestou sobre esse tema.[...]

Verifiquei outros rótulos e o site da Hellmans e descobri que a quantidade de calorias só e menor se comparada com a propria Hellmans regular. A titulo de exemplo, a maionese comum Soya tem 21 calorias por colher, quase o mesmo que a Deleite e menos que as 40 da Hellmans comum.Ou seja, a Deleite tem mais colesterol, as mesmas calorias e ainda por cima tem um ingrediente que diminui a absorção de cálcio. Qual a vantagem de ser de leite então? Mais que isso, o que faz dela uma maionese saudável?Ainda por cima, a Unilever, que se supõe uma empresa respeitada, nem mesmo deu alguma explicação sobre isso (quem cala consente).Se isso não é chamar o consumidor de trouxa, eu não faço ideia do que sejaA propaganda poderia ser considerada enganosa? Ao meu ver sim, porem não tenho nenhum embasamento legal pra afirmar isso. Se algum leitor com conhecimento quiser dar uma luz ao tema, agradeço. De qualquer forma, já avisei a Dona Encrenca que em casa, esse lixo mentiroso não entra mais.O texto fala ainda sobre os niveis de colesterol das maioneses em geral, que quase sempre estão incorretos no rótulo, seja pra mais ou pra menos. Pelo sim pelo não, trate a maionese como recomenda a propaganda de cerveja “Aprecie com moderação”
Matéria original publicada na Folha de São Paulo em 03 de agosto de 2009, Caderno de Saúde (somente para assinantes do UOL e/ou Folha de São Paulo)
texto original via: Drogaria de Ideas – Pensamentos que Viciam
nota do Sr. CCOO: então pelo que entendi, além de não ter tanta diferença assim, as tabelas nutricionais do site estão erradas? Segundo a ProTeste, as informações estão sim incorretas… Cacete de agulha, agora nem nas tabelas estampadas nos produtos dá pra confiar… Bom, é isso, nunca fui com a cara (e o gosto) dessa Deleite, portanto, colesterol por colesterol, fico com a Hellmann’s normal, pelo menos é mais saborosa…

Aqui em casa acontece o seguinte:
Eu: Vó, não compra mais essa maionese de leite não, não gostei dela...
Vó: Ah mas eu adorei!Porque tem gosto de iogurte!!!!!!!!!!
???????????????????????????
Por mais que eu tente, não consigo entender essas pessoas que gostam de uma coisa porque tem gosto de outra! Porque não compra o iogurte logo???????