
É um livro bom, principalmente para quem é cozinheiro pois é quase totalmente voltado para a formação profissional do cozinheiro. As vezes torna-se um pouco cansativo quando o escritor gasta incontáveis páginas com descrições muito carregadas e detalhistas sobre procedimentos, viagens, lugares e principalmente a personalidade das pessoas. Muita informação e muitas, MUITAS histórias.
Também me incomodou um pouco quando mais de uma vez o autor se mostrou incomodado com o tipo de vida que os italianos de pequena cidade viviam. Por eles viverem e cozinharem apenas pelo prazer e não pelo dinheiro. Chegou a escrever mais de uma vez que tinha vontade de falar para as pessoas que conversavam com ele " ah! Vai me dizer que vc não gosta de tv tela plana? Ou passar as férias no Caribe?????????????"
?
Pra que contestar o outro porque ele não pensa e não vive como você?
Ele mesmo escreve que aprendeu que paladar é uma coisa individual. Seria só o paladar?
Mas o livro tem informações muito valiosas e interessantes sobre culinária. Como quando ele fala sobre massa e informa que os nhoques não estão bem cozidos quando submergirem à superfície da panela, mas apenas quando "elas estiverem agressivamente tentando sair da panela!''
Mas há um trecho que separa um capítulo e outro do qual particularmente gostei muito. Está escrito:

Preciso confessar que comecei a ler esse livro com um pé atrás... Tinha impressão de que ele seguiria a linha de auto-ajuda e religião... Duas linhas que não procuro muito ler...
Sidarta é um romance escrito por Hermann Hesse inspirado na tradição contada de Sidarta Gautama, o Buda. O livro trata basicamente sobre a busca pela plenitude espiritual, e o alcance de estados em que a mente humana se encontra absolutamente completa e plena.
Aos poucos fui me apaixonando pelo livro sem perceber... Cada parágrafo que eu lia, começava a viajar... Eu costumo marcar bolinhas no final da página que indicam que eu não estou prestando atenção ou entendendo o que está escrito. Cada bolinha significa mais um vez que tive que ler aquela página. Sidarta foi o livro que eu mais fiz bolinhas. Lia um capítulo e viajava pensando sobre a difícil tarefa de mudar a si mesmo, idéias, opiniões e preconceitos. E acredito que por algum motivo oculto, eu tenha esperado quase 3 meses para ler o livro. Eu li no exato momento em que precisava entender isso. Eu precisava entender que não posso mudar as pessoas, e não posso guardar rancor. Cada um é cada um. Cada um pensa de uma forma, e age de acordo com seus princípios. E cada atitude faz parte do destino de cada um. De repente, perdoei tudo de mal que havia acontecido comigo nos últimos tempos. Perdoei sem precisar escutar um pedido de perdão. Simplesmente deixei fluir... Parei de questionar um assalto, uma decepção, uma amizade perdida, uma personalidade difícil, um erro incontestável... A palavra uma vez dita é um pedra atirada. E é inevitável a mudança. Então, porque não seguir em frente?
E o meu trecho preferido no livro está escrito na contra capa. Ele diz:
" Marina, 6:00am after Oasis Alive SP (09/05/09). Just read!!!! O "meu" melhor livro, para a "minha" melhor pessoa! Lov.Ya. Marina, o mundo não é o bastante!"




2 comentários:
Tô tão feliz com que você escreveu, tão feliz de você de seguir em frente, tão feliz do seu perdão. Tão feliz de você ser a melhor pessoa de alguém que te deu este livro. Te amo!
Marina,
Quando chegar em outubro, vai me emprestar esse livro.
Deixe o e-mail que te avisou sobre este meu comentário marcado como "não lido". =)
beijo
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