sexta-feira, 19 de junho de 2009

Senac

Hoje, oficialmente, de férias!
Dizer que o tempo passa rápido demais é clichê, mas juntando as melhores fotos do semestre eu percebi que em quatro meses eu ri muito, conheci muitas pessoas legais, cozinhei, me queimei, me cortei, engordei, briguei, chorei, tomei 6 multas de trânsito, fui duas vezes pra Maresias, trabalhei em dois lugares diferentes, passei por três praças e mesmo desejando muito que as férias chegassem logo tive vontade de fazer tudo de novo!


Senac - CCI - 2009

Minha praça de confeitaria. Marcela, Marina e Fernanda

And the femur goes to..

Uma bitoca de despedida

Confeitaria

Evento do final do semestre

=)

:p

Cozinha



No final do semestre a sala é divida em dois grupos. Cada grupo tem que realizar um evento. Montando cardápio, fazendo pré-preparo, organizando o salão onde o outro grupo vai trabalhar pra você enquanto você comanda a cozinha. Cada aluno pode trazer 3 convidados de fora, além de mais 20 convidados da faculdade que vão desde funcionários à professores e alunos. Os professores então avaliam o serviço de cozinha e salão. No outro dia o grupo que cozinhou fica no salão e o do salão na cozinha.


Evento de Final de Semestre
Couvert

Pita toast, gougères recheadas de queijo cremoso, manteiga de ervas, queijo de cabra com castanhas e tapenade.

Entrada

Salada mista com tomate cereja, telha de parmesão e flor comestível.


Prato Principal


Filé mignon recheado de presunto parma, molho roti e emulsão de mandioquinha

Filé de peixe com molho de açafrão, mini batatas e julienne de legumes

Sobremesa
Espetinho de frutas com ganache belga

Dia de Cozinha
Dia de salão

domingo, 14 de junho de 2009

Bom atendimento x Boa comida

Quando saímos do conforto de nossas casas e dirigimos até um restaurante, no caso de São Paulo, esse percurso ainda inclui congestionamento, longas distâncias e estresse, estamos procurando além de boa comida, bom atendimento, correto? Errado. Algumas vezes (pouquíssimas vezes) vamos à um restaurante sabendo que seremos mal atendidos.

É raro uma pessoa que se considera "relativamente normal", depois de ter sido mal atendida e pagado pelo serviço, voltar ao restaurante da ocasião por livre e espontânea vontade. Nesses raríssimos casos, eu incluo o restaurante grego Acrópoles. Situado no bairro central do Bom Retiro, a casa tem 50 anos e até hoje conserva o sistema inicial. O Sr. Thrassyvoulos Petrakis, conhecido como seu Trasso, proprietário da casa, é quem recebe a clientela pessoalmente. Quando a casa está cheia é ele quem distribui as senhas e chama os próximos famintos. É aí que começa o problema. O senhor Trasso com toda certeza é uma figura indispensável à história do restaurante, tenho pela convicção que a nova casa que foi aberta nos Jardins não possui todo o charme e tradição da matriz. Mas este senhor hora simpático, hora desatento, distribui senhas na mesma quantidade quanto as joga fora antes de chamar a pessoa. Nossa mesa para três pessoas, número 158, demorou mais de 45 minutos e mesmo o senhor Trasso chamando a senha de três pessoas número 176 não demonstrou nenhum interesse em resolver a questão de que pessoas que haviam chegado depois de nós estavam entrando. Até que a garçonete muito atenciosa, nos colocou em uma mesa e pediu desculpas avisando que ele havia jogado nossa senha fora.

No restaurante o esquema é a la carte. O comensal é conduzido até a cozinha aberta, no fundo do restaurante, onde escolhe um dos pratos expostos sobre os fogões e solicita o pedido que é entregue na sua mesa. Rápido e fácil.

A comida é simplesmente MARAVILHOSA. Nós comemos o prato misto (lula recheada, polvo ao vinho e risoto de frutos do mar), a tradicional moussaká, carneiro com alcachofra, batata e arroz e vitela assada com arroz e batatas. Sem bebidas alcoólicas, mais três sobremesas, um total de R$ 60 reais por pessoa. Da próxima dispensarei as sobremesas... No final vale a pena sim! E o seu Trasso vem na mesa sorrindo, você percebe que ele não faz por mal, que ele não é uma pessoa sem educação... Muito pelo contrário! No final da refeição você se lembra de tudo, menos da confusão do início. A verdade verdadeira é que atendimento zero, organização zero e comida mil.


De noite, jantar.

Eu me dei conta que desde este dia eu não havia pago mais nenhum jantar pro João Paulo, assim, aqueles com tudo que se tem direito, entrada, prato principal e sobremesa. E como semana que vem despeço-me de São Paulo para passar mais de um mês bitocando o Bigode, achei que esse seria um bom motivo para uma "despedida"... Pagar um bom jantar, num bom restaurante, para essa pessoa tão... ímpar!
E posso dizer que desde a última vez que paguei um jantar pra ele, MUITAS coisas mudaram! Fiquei realmente admirada em como João Paulo incorporou essa vida de "gourmet gratuito"! Nas bebidas dispensou o suco de laranja e sem pestanejar pediu uma caipirosca, "DE ABSOLUT, POR FAVOR!"
Claro! Meu Amex agradece!!!
Nas pedidas de pratos, de entrada quis experimentar o tacacá e no principal o tucupi.
?
Alguém roubou meu irmão... Sério.
Esse "novo" João Paulo agradou meu lado gourmet, pois visivelmente ele se tornou uma companhia melhor ainda para os jantares. Por outro lado, financeiramente falando, suco de laranja e macarrão ao pomodoro satisfaziam mais... Mas como as melhores coisas da vida, um ótimo jantar, em um ótimo restaurante, com ótimas comidas e companhias, NÃO TEM PREÇO.
É só pra quem tem, Mastercard! (literalmente)

O Tordesilhas é um dos melhores restaurantes que eu já fui até hoje. A casa é linda, super charmosa, nem parece São Paulo. O cardápio brasileiríssimo com classe e autenticidade. O atendimento é mil. E a comida, dispensa comentários... Só provando pra saber.

Eu fui de menu Tem mas ta Acabando. Comi de entrada uma combinação perfeita de jerimum com três queijos fundidos. De principal guisado de cordeiro com pinhões, mini legumes e cuscuz de farinha ovinha e de sobremesa torta de castanha do pará com calda de umbu.

Novo João Paulo foi de caldo de tacacá de entrada, pato no tucupi e manezinho araújo (banana caramelada, creme de baunilha e suspiro com raspas de limão).

E a Thaís foi de caldinho de feijão para abrir, pirarucu fresco grelhado regado com tucupi e mini legumes e cocada de forno com sorvete de tapioca e calda de tamarindo.

Todos os pratos estavam irretocáveis. Foi um ótimo jantar!

Acrópoles
Rua da Graça, 364, Bom Retiro
(11) 3223-4386
www.restauranteacropoles.com.br

Tordesilhas
Rua Bela Cintra, 465
(11) 3107-7444
www.tordesilhas.com.br

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pra quem ama arroz doce

RICE TO RICHES
do blog Objetos de Desejo


"Esse é o poder do design: reinventar uma sobremesa de vó (arroz doce) e torná-la na sobremesa mais desejada entre os descolados de Nova Iorque: Rice to Riches. Eles vendem arroz doce como se fosse sorvete, em uma variedade de sabores e de coberturas. As paredes são cobertas por frases divertidas, a decoração é toda moderninha, e as embalagens são a coisa mais incrível do universo. Parecem pequenos discos voadores, em plástico super resistente e em cores divertidas. E as colherinhas são feitas do mesmo material. Todo mundo leva embora para usar como tupperware em casa depois de comer, mas você também pode comprar avulso na loja.Rice to Riches é o principal motivo de eu não perder nenhum quilinho em Nova Iorque. É muito, mas muito bom. Infelizmente eles só despacham essa delícia dentro dos Estados Unidos, mas eu te adianto que vale a experiência na sua próxima viagem."

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Carrancas


Continuando a saga de colocar a leitura em dia, vi aqui no blog da Cris Couto, que a Sódoces anda fazendo chocolates em forma de carrancas para a coleção Arte Brasileira!
Eu me lembro que lá em casa tinha uma carranca dessas! Mas depois a bicha sumiu, não sei o que foi feito dela quando nos mudamos para o apartamento! Acho que não combinava muito com a decoração...
Diz no post: "As carrancas são manifestações artísticas típicas da região do rio São Francisco, e "espanta mau olhado, inveja e coisas ruins". Flavio explica que "a boca aberta entoa um canto avisando da força que protege quem a possuí, e seus grandes olhos ajudam a encontrar o caminho". São feitas com um blend que leva, principalmente, cacau brasileiro, com certificação de origem. Detalhe: o molde das carrancas foi feito a partir de uma escultura em madeira forjada pelo próprio Flavio que, antes de ser confeiteiro, já adorava artes plásticas. Nas versões meio-amargo, ao leite e branco (50 g), custa R$ 16,90. É uma delícia (embora seja um pouco difícil mordê-la...)!"
Aina não provei mas vou dar uma passadinha lá essa semana!
Outro post de lá que também gostei foi esse aqui! Que fala sobre o projeto da Mara Salles, do Tordesilhas, o Tem mas tá acabando! Do qual eu já tinha ouvido falar quando ela mencionou na Mesa Redonda do evento Franco Brasileiro que rolou lá no Senac mês passado.
Diz no post: "A proposta é apresentar ingredientes raros e valiosos, que estão na sua melhor época, e que vêm de várias regiões do Brasil. Mara adquiriu um lote destes produtos e vai oferecer, a partir do dia 5 de maio, um cardápio completo com eles, até que... acabem (o estoque, claro). A empreitada, explicam, ajuda o produtor, além de colocar esses itens em evidência para um grande mercado consumidor, o que pode gerar mais demanda.
O cardápio custa R$ 85 e inclui:
Jerimunzinho caboclo assado e queijos brasileiros fundidos
Cuscuz de farinha ovinha com guisado de cordeiro, pinhões e minilegumes
Torta de castanha-do-pará com umbu
Farinha ovinha: é uma farinha de mandioca artesanal, produzida na cidade de Uarini (região de Tefé), no Amazonas, em pequena escala.
A chef conseguiu 30 quilos. Essa cidade, a 570 km de Manaus, no centro do estado, tem grãos arredondados de cor quase dourada. A dupla diz que sua textura e seu sabor são memoráveis. Pinhões do Vale do Paraíba: o restaurante adquiriu 40 quilos desses pinhões, recém-colhidos na região de Cunha, uma lida cidadezinha perto de Parati. Jerimum da Fazenda Ituaú: a fazenda, na cidade de Salto, interior de São Paulo, produziu esse jerimum exclusivamente para o restaurante.
Mara e Ivo explicam que no Nordeste este tipo de jerimum é comum, mas que, por aqui, é bem raro. Umbu da Bahia: a calda dessa fruta, nativa do Nordeste, foi elaborada a partir de uma polpa da Coopercuc (Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá), na Bahia, que reúne mais de 100 famílias em torno da produção de geléias, doces e polpas do umbu.
Ainda não sei se tem mas amanhã vou dar uma ligadinha lá porque se ainda tiver não quero perder também!