sábado, 28 de fevereiro de 2009

São Paulo Restaurant Week


Segunda feira começa o São Paulo Restaurant Week! Aqueeeela oportunidade de conhecer aquele restaurante que você sempre teve vontade mas nunca teve coragem! Esse ano em sua 4º edição mais de 100 casas aceitaram o desafio de preparar cardápios diferenciados com entrada, prato e sobremesa a um preço fixo: Almoço por R$ 25,00 + R$1,00 e Jantar por R$39,00 + R$1,00. Esse um real é a doação para a Fundação Ação Criança. Fique atento se seu restaurante escolhido participa da promoção do almoço ou do jantar mas algumas casas participam do evento nos dois horários. Quem não mora em São Paulo pode ainda dar uma conferida no site porque o Restaurant Week vai ganhar edições em outras cidades brasileiras.
A Andrea me mandou por email algumas dicas de alguns restaurantes que participam e ela já deu uma conferida, segue a lista:
  • Praiano
    O melhor restaurante, considerando-se o custo benefício claro, que conheço, fica um pouquinho longe, na estrada Velha de Santos, passando São Bernardo do Campo, você entra no Riacho Grande, o restaurante chama-se PRAIANO, é bastante simples, mas os peixes são muito bons e BARATOS.
    Um prato de salmão ou abadejo para duas pessoas R$ 22,00. A salada completa, também é muito boa, completa mesmo. Sempre pedimos 1/2 porção de tudo, da salada e do prato principal. É nosso preferido! O problema é ir lá na hora do almoço nos finais de semana, muuuuuuuuita espera. Mas como aqui sentimos falta de verde, vamos lá pelo menos uma vez por mês, passeamos no "mato" e almoçamos depois das 16 hs.
  • Lellis
    Adoro a lula a dore do Lelis. Como não dá pra comer la com frequência, vamos tomar uma cerveja com lulas, delícia e baratinho.
    Mas tem pratos muito bons também, como o Filé a LaBoeme. Filé mignon à milanesa ao molho de espinafre, gratinado com catupiry, ai ai, de água na boca, esse comemos nesse final de semana em Curitiba, mas não se encaixa no BB (bom e barato), fica só no BOM.

    Esfiha Imigrantes
    Ainda não comi esfiha de escarola melhor que a daqui, pelo menos não nos restaurantes mais populares $$. Depois que provei dessa esfiha, passo looonge do Habib's, eca! Ah o arroz com lentilha e a linguiça de tripa de (esqueci rss) também são bons e baratos. Na primeira vez, achei a cebola do arroz "passada" de frita, amarga, agora ADORO.

    Tiê (São Sebastião)
    Esse é divino!! E carésimo... Só fui duas vezes, pelo preço e distância. Fica em São Sebastião, um na Barra do Sahy e o outro em Camburi. Tudo é delicioso. Experimentei a robata de lula, muito boa. Na última vez, comemos um abadejo ao molho de tomates frescos (tem um nome específico, mas sou péssima para isso) que passei mal de tão bom! rss Nas duas vezes de sobremesa fui de sorvete de coco com calda de gengibre... ai que vontade que dá! Vale cada centavo!!! A caipirinha de pitanga também é bastante diferente.
    http://www.tiesahy.com.br/restaurante.asp

No Cuecas na Cozinha ainda tem mais dicas! E no site oficial do evento você encontra a lista de todos os restaurantes participantes.

http://www.restaurantweek.com.br/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A tradição do La Casserole


No dia do post anterior fui jantar no La Casserole. Primeiro porque sempre quis conhecer o restaurante, tão famoso pela sua história, pela tradição e pela cozinha. O La Casserole abriu suas portas em 1954, o romântico bistrô logo se tornou um dos pontos mais charmosos da cidade servindo muito bem clássicos da cozinha francesa. Pelo que pude comprovar o restaurante realmente possui os requisitos que um verdadeiro bistrô deve ter: ambiente aconchegante, atendimento gentil, culinária refinada, aromas e sabores perfeitos... Será?
Nota máxima para ambiente aconchegante e atendimento gentil. Por ser francês, culinária refinada, quem sabe... Não provei os pratos do menu. Um dos motivos pelo qual quis conhecer o La Casserole especialmente essa semana foi o festival França Asiática, promovido pelo restaurante durante o mês de Fevereiro. Serve, até o próximo dia 22, um menu que agrega a tradição da culinária francesa aos ingredientes asiáticos.
As receitas são preparadas com iguarias das Ilhas Seychelles (Oceano Índico), Taiti (Oceano Pacífico) e Vietnã (antes parte da Indochina Francesa, no Sudeste Asiático).
O menu sazonal é composto de duas sugestões de entradas e três, tanto de pratos principais, como de sobremesas.
Experimentamos as duas opções de entrada, Lagostim grelhado e cubos de abacaxi ao perfume de vinho branco (Ilhas Seychelles) e o Ceviche de atum ao coco fresco. Começamos bem, as entradas estavam deliciosas.
Na escolha dos principais, porém, uma controvérsia. As opções eram "Bife com fritas" à moda vietnamita (Vietnã) ou Linguado ao perfume de baunilha, arroz créole (Taiti) ou Fricassé de frango, broto de bambu, ao leite de coco e especiarias (Vietnã). Perguntei ao garçom como seria o bife com fritas vietnamita e ele preocupado me respondeu que talvez não possuísse o prato aquela noite! (Em um festival com duração de um mês, é de se imaginar que as pessoas irão ao restaurante pra provar apenas os pratos do festival, não tê-los seria uma opção?). Mas depois de verificar com a cozinha, sim, eles possuíam o prato aquela noite. Fomos então de linguado e bife vietinamita.
O bife com fritas era picadinho, e vinha servido com um molho bem denso em uma cumbuca com batatas fritas por cima. Talvez por ser um molho fermentado de anchovas um cuidado maior com o sal seria um bom conselho. Extremamente salgado. Também faltou o charme da incorporação à moda vietnamita, talvez uns ohashis... Sentimos falta de um toque charmoso ao prato...
O linguado ao perfume de baunilha era um prato bonito, o garçom retirava a espinha na mesa, e o molho ao perfume de baunilha vinha separado. Um molho leve, gostoso. O arroz créole era temperado e tinha um pouco de polvo. Gostoso, mas nada que Ana Maria soltasse os cachorros...
Na sobremesa o “Crème caramel” ao leite de coco (Vietnã) se apresentou apenas um pudim de leite com raspas de côco por cima, mas o Sorbet de chá verde e lichia (Vietnã) era incrível!

Instigo todos a conhecer o La Casserole. Vale a pena prestigiar um restaurante francês que tem 55 anos nas costas e não perde o charme e a sintonia... Apenas me pergunto se vale a pena insistir em vestir uma roupa que não lhe cabe... Navegar em outras águas pode ser uma aventura deliciosa, mas requer cuidado redobrado. E porque não podemos ser apenas nós mesmos? Assumirmos nossa história, nosso passado, fazer valer nossas atitudes que são a impressão da nossa personalidade? Não negar nossa raiz. Vamos inovar dentro da nossa própria influência, por que não? Não seria esse o verdadeiro significado da palavra TRADIÇÃO?

La Casserole
Largo do Arouche, 346, Centro.
3331-6283
www.lacasserole.com.br

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aniversário do Blog!


Hoje faz um ano desde que eu nasci... Embora ainda seja apenas uma criança, sou super dotada... Já sei falar, escrever, discutir, me expressar e como toda criança sei diferenciar o que gosto e o que não gosto tendo ainda maior apreço pelo doce ao salgado... Como uma criança normal as vezes também falo besteira... Aos poucos vou crescendo e enxergando meus próprios erros... Escrevo errado as vezes também...

Pra comemorar meu tio me levará num restaurante... E digo mais, o primeiro aniversário a gente nunca esquece...!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Azeites


Semana passada tivemos no Senac uma aula muito interessante sobre Azeites... Algum conhecimento eu já tinha pois minha mãe me deu um livro há um tempo atrás, "Óleos e Vinagres - de A a Z" (Ane Iburg).
A especialista, na qual eu não me recordo o nome, depois de falar sobre a história do azeite etc etc etc ressaltou alguns pontos básicos para o conhecimento e compra dos azeites:
  • Um fundo amargo no azeite é normal, não significa que o azeite está passado ou estragado;
  • Azeites produzidos com azeitonas mais verdes tendem a ser mais amargos;
  • As azeitonas colhidas no pé são impossíveis de comer logo após a colheita, as azeitonas verdinhas que costumados comer como petisco são tratadas e curtidas para se tornarem comestíveis;
  • A fabricação do azeite não envolve processos químicos (como no caso do óleo de milho e soja, e outros);
  • Alguns inimigos dos azeites são o ar, a luz, a umidade e a temperatura. Logo, procure comprar azeites com embalagem escura, bico dosador com tampa, e conserve-o longe do contato direto com a luz e umidade;
  • NUNCA compre azeites em embalagens muito grandes. Cada azeite tem uma harmonização, as vezes o azeite comprado é mais doce vai melhor em saladas, as vezes é mais amargo, experimente antes de comprar. As embalagens muito grandes também comprometem o prazo de validade, o conhecimento do produto, o lote, a harmonização etc;
  • SEMPRE procure o azeite que seja o mais novo possível, isso garante a presença dos antioxidantes;
  • Atenção às frituras com azeites. Todo óleo quando atinge seu ponto de fumaça começa a passar para o estado gasoso e se decompõe liberando acroleína (uma substância totalmente prejudicial à saúde). O ponto de fumaça do óleo de oliva é 200 ºC;
  • Existem azeites puros e blends (misturas). O blend não é necessariamente melhor que um azeite puro mas preserva as mesmas propriedades por mais tempo. Ou seja, o blend terá mais ou menos o mesmo gosto sempre. Não é obrigado especificar no rótulo se o azeite é puro ou se é um blend, porém os azeites puros geralmente trazem sua composição. Ex: "100% azeitona X".

A especialista ainda indicou o livro " Azeitonas, de Mort Rosemblum"

As fotos do almoço na Cozinha da Matilde já saíram no flicker no blog!
http://www.flickr.com/photos/cozinha_matilde/

Gostaria de fazer apenas uma correção sobre o post anterior... Depois de conferir as fotos percebi que cometi um erro de percepção... Quem comanda a Cozinha de Matilde não é o maridão da Letícia, e sim ela mesma! Em todas as fotos quem aparece mexendo o panelão?????? A própria! Ou seja, além de servir todo mundo, quem comanda a cozinha com um rebolado mais único ainda é ela! Resta saber, como é que ela dá conta de tudo????




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

The Lady in the tutti-frutti hat


Como já tinha postado aqui, sábado haveria um almoço em comemoração ao centenário de Carmen Miranda na casa de Letícia Massula, ou melhor, na Cozinha de Matilde.
Antes de falar um pouco sobre a aniversariante gostaria de ressaltar que quem tiver a oportunidade de visitar a casa de Letícia por favor, façam! A casa é um tesouro muito bem escondido na Vila Madalena, o casal proprietário encantados por comida abrem suas portas ao público em eventos temáticos que juntam numa tarde ou noite agradável comida, história, cultura, risadas, música, receitas, utensílios, amigos e um ambiente extremamente encantador!
Letícia é dona de uma simpatia irradiante, seu marido comanda a cozinha num rebolado único de onde ele nos presenteia com pequenas preciosidades como purê de xuxu com camarão, pastel de feijoada com couve e tudo, vinagrete de abacaxi, purê de banana com siri e no prato principal um cozido com pirão e arroz delicioso! Os amigos e frequentadores assíduos dividem espaço com jornalistas, músicos e gourmets... A junção de boa comida, boa música, bom ambiente e bom papo despertam em nós, meros mortais, uma pontinha de inveja sobre aquele sonho real que é a casa de Letícia!
Sobre o centenário da portuguesa-brasileira-americana Maria do Carmo Miranda da Cunha nada como uma boa aula sobre a vida e música da "pequena notável". Aula na qual a jornalista Liliane Ferrari faz com extrema desenvoltura. Depois do gostinho de tutti frutti deixado após a aula fica só a vontade de ler o livro de Ruy Castro "Carmen - Uma Biografia".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u55604.shtml
Cantora e atriz ganha biografia. "Um dos orgulhos que esse livro me dá é que espero ter conseguido mostrar que Carmen foi praticamente a inventora da música popular brasileira como cantora. Ela inventou um jeito brasileiro de cantar. E já chegou pronta aos Estados Unidos. Na verdade, ela já estava pronta em 'Taí', exalta Castro, 57, referindo-se ao sucesso de 1930 que transformou Carmen de anônima em estrela em um Carnaval. O jornalista derruba no livro a idéia superficial de que o estereótipo eternizado por Carmen teria sido uma imposição de Hollywood. Afinal, "O Que É Que a Baiana Tem?" surgiu em um filme brasileiro de 1938, "Banana da Terra", e, nele, Carmen, orientada por Dorival Caymmi, já se valeu de indumentária e trejeitos parecidos com os que internacionalizaria a partir do ano seguinte. "O que houve foi uma exacerbação do personagem", assinala Castro, lembrando que não aconteceu com Carmen nada muito diferente do que acontecia com astros e estrelas norte-americanas. A primeira lenda dizia que Lee Shubert, o empresário mais importante da Broadway, tinha visto um show de Carmen por acaso e que, impressionado, decidira contratá-la.Impressionado ele ficou, mas, como provam cartas do acervo de Shubert que Castro consultou, pedira uma reserva no cassino já alertado de Carmen poderia interessá-lo. "E o que ele fazia era teatro de variedades, no qual uma brasileira como Carmen poderia se encaixar bem", diz o jornalista. A segunda lenda, mais famosa, tratava das vaias que ela sofrera ao se apresentar na Urca em 15 de julho de 1940, logo após retornar de sua primeira e muito bem-sucedida temporada norte-americana."Não ouvi de ninguém e não li em lugar nenhum que houve vaia. Houve gelo. Mas era uma platéia formada em boa parte por gente do governo Vargas, que na época estava próxima do fascismo e do nazismo. Como iam achar graça em Carmen dizendo 'good night, people' e cantando 'South American Way'? E ela ainda estava resfriada", afirma Castro, que contou com depoimentos de quatro pessoas presentes ao cassino naquela noite.Dois meses depois, Carmen voltaria ao mesmo palco e seria fartamente aplaudida por uma platéia mais afeita ao seu repertório, então já atualizado com respostas como "Disseram que Eu Voltei Americanizada", especialmente composta por Vicente Paiva e Luiz Peixoto. Situações como essa reforçaram para Castro a importância de contextualizar as fases da vida de Carmen. Ao ver, por exemplo, que ela morou entre os 6 e os 16 anos em uma Lapa que começava a ser a Lapa, recheada de artistas, malandros e prostitutas para todos os cacifes, ele concluiu que essa paisagem deve ter influenciado muito o comportamento da cantora. E ela ingressou na carreira exatamente quando do estouro do rádio, do samba e das marchinhas, áreas das quais se tornou dona. Dos homens da vida de Carmen, Castro fala em detalhes de nomes, número e desempenhos. Aloysio de Oliveira, que poderia ter sido marido, mas não quis ser, não sai bem do livro. David Sebastian, "caça-dotes e biscateiro" que cavou cargo e o conquistou, também não, mas deixa de ser o "assassino" de Carmen, como costuma ser considerado."Ela já tomava estimulantes e barbitúricos antes. E também já bebia. Ele foi uma facilidade a mais, já que também era alcoólatra e queria que ela trabalhasse muito para ganhar dinheiro", explica Castro. Ele garante, mais uma vez, que esta é a última biografia que escreve.

Carmen ta sempre na moda!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Detalhes tão pequenos de nós dois...

Hoje aniversário do Mister Shigueta, ele logo abriu a carteira e nos levou em um restaurante bótimo! Bigode is in town, e a mesa ficou mais animada... Sem contar com eu, meu irmão e meus dois primos que nunca vi tanta m**** sair de pessoas tão saudáveis!!!
Ontem fui pra cozinha, fazer um bolo de aniversário pra Olhos Puxados, o que seria um Suzy's Cake de Pierre Hermè acabou virando um semi desastre depois que eu peguei um ônibus espacial pra Neverland e coloquei 250g de farinha ao invés de 70! Mas como minha família é muito educada, todo mundo achou o bolo uma delíiiiiiiicia! Nada enfarinhado, bobagem!

Almoçamos no restaurante japonês tailandês Tiger. O atendimento é ótimo, a comida é deliciosa mas cuidado com as pimentas! De decoração charmosa e varanda de madeira, traz no cardápio pratos do Japão, China e Tailândia indicados por bandeiras dos países em cada prato. Atendendo a preceitos islâmicos a casa trabalha apenas com carnes permitidas (não há porco, por exemplo) e inicialmente era alvo de muitas críticas porque não servia bebidas alcoólicas... Nem mesmo saquê. Mas hoje já possui cardápio de coquetéis e inclusive carta de vinhos.
Primeiramente é servido um shot de suco de abacaxi, gengibre, wasabi e tabasco. DELICIOSO, sabor bem exótico e picante. Há o menu gourmet japonês R$59,00 com várias porções pequenas de entradas, combinados e pratos quentes e a opção japonês-tailandês R$ 69,00. Meu irmão comeu e não se arrependeu... Vem um pouquinho de cada coisa, tudo muito bem feito e o menu é tão farto que é quase impossível ainda comer prato quente.
Eu comi o prato Paneng Kúm (camarão com paneang curry, castanha de caju e leite de coco e folhas de limão). Muito bom!!!
No site do restaurante você pode baixar o cardápio em pdf!

No sense, Shigueta, Momy's e Jogo de Espírito.
Tiger
R. Jacques Félix, 694 - Vila Nova Conceição
Tel: 3045-2200