domingo, 21 de dezembro de 2008

Finally made myself

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Quando eu entrei na faculdade a pergunta que TODO MUNDO me fazia era: "Mas o que um engenheiro de alimentos faz? É a mesma coisa que um nutricionista ?".
Não existe uma pergunta que irrite mais um engenheiro de alimentos do que essa.
Imitando um pouco a Rafa e o Carlos Celso, Pra Quem Não Conhece Eu Te Apresento: A Engenharia de Alimentos.
A engenharia de alimentos não tem NADA A VER com a nutrição humana... Mas de fato é um curso novo, nem todo mundo sabe o que ele engloba. Na verdade a engenharia de alimentos é a área da engenharia voltada ao desenvolvimento, produção e conservação de alimentos.
É uma área de conhecimento específica que engloba todos os elementos relacionados com a industrialização de alimentos, e que pode através do profissional com esta formação, potencializar o desenvolvimento deste ramo em todos os níveis; seja na formação de profissionais, no subsídio à elaboração de políticas, nos projetos de pesquisa, na atuação dentro das empresas do setor e na colaboração à preservação da saúde pública (normatização técnica, orientação e fiscalização).
É comum pensar que o engenheiro de alimentos não é na verdade um engenheiro, que só temos matérias humanas e biológicas. Errado. Somos engenheiros sim. Estudamos MUITO cálculo... Eu, inclusive, quase não me formei por causa de Cinética de Reatores Industriais... A gente estuda cálculo numérico, termondinâmica, desenvolvimento de projetos, desenho industrial, estatística, matemática aplicada, físico-química, mecânica...
Esse caráter multidisciplinar da profissão é conseqüência do tipo de informações necessárias para o domínio da tecnologia de processamento dos alimentos. É preciso conhecer com profundidade os alimentos... Os diferentes tipos (carnes, frutas, hortaliças, laticínios, grãos etc.), sua composição (proteínas, açúcares, vitaminas, lipídios...), sua bioquímica (reações enzimáticas, respiração, maturação, envelhecimento...), sua microbiologia (microrganismos, deterioração, infecções e intoxicações de origem alimentar...) e características sensoriais (sabor, textura, aroma, cor, etc). Além das diversas técnicas e processos, como os beneficiamentos (moagem, extração de polpas, sucos, óleos vegetais), tratamentos térmicos (pasteurização, esterilização, congelamento, liofilização, etc.), biotecnologia (fermentação e tratamentos enzimáticos), emprego de ingredientes e matérias-primas, embalagens...
Somos capazes de atuar nas indústrias de produtos alimentícios, nas indústrias de insumos para processos e produtos (matérias-primas, equipamentos, embalagens, aditivos), empresas de serviços, órgãos e instituições públicas, no desenvolvimento de novos produtos e embalagens para alimentos, na enologia ou exercendo atividades nas áreas de produção e processos, controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento, projetos, comercial e marketing e fiscalização de alimentos e bebidas.
É isso que eu faço... Ou melhor, pretendo fazer...
Acabou a vida boa!
=)

5 comentários:

Maria Teresa disse...

Arrasou!!!!!!
Beijos

Johnny na Babilônia disse...

Rina, no dia da colaçao de grau, vc vai se virar pro prédio da faculdade e cantar sua música preferida!??!

TCHAU! I HAVE TO GO NOW!
I HAVE TO GO NOW!!!!!

TCCHAAAAAAAAAAAAU

Maria Teresa disse...

Ma, corrige, no final, vc esqueceu o r do marketing.

Rafa Gizzi disse...

Uffaaa!! Obrgda pela explicação! Juro, eu não sabia do que se tratava esse curso! =x

Deus te ajude nessa caminhada fora da facul. Ou melhor, NOS ajude! ;)

larissa_b18 disse...

Adorei o texto!Começei agora o curso e tenho ótimas expectativas. Boa sorte na sua caminhada.
Um abraço*
Larissa Borges* (Belém-Pa)