segunda-feira, 29 de setembro de 2008

São Paulo forever

I wanna São Paulo forééééva!
Mesmo o João Paulo tendo abolido a palavra OBRIGADA do vocabulário dele e ter adotado a frase: SILÊNCIO MARINA, EU AMO O SILÊNCIO! Meeeeeesmo assim, I wanna São Paulo forévera!
Sábado fomos comer no Hitam.


Situado na Vila Mariana, o Hitam, que significa Bem Estar em sânscrito é um restaurante charmoso, calmo, com uma cozinha meio oriental, meio thailandesa, mas cheio de temperos brasileiros. No cardápio os destaques são os kathi rolls --sanduíches enrolados no pão folha. Para beber, a casa sugere o lassi, bebida típica da Índia preparada à base de iogurte orgânico, frutas e especiarias. No Hitam, os ingredientes são selecionados e sempre que possível, orgânicos. A produção é caseira e artesanal, com toques de sofisticação. Apesar do courvert ser ótimo, composto de pão de ervas caseiro, semente de girassol assada e acompanhamentos à base de ricota, não fomos felizes nos pratos principais! Havia faltado um cozinheiro, talvez fosse esse o problema de origem, mas todos os pratos estavam MUITO temperados... A moqueca de peixe estava tão carregada no dendê que era impossível comer... Meu salmão também tinha muito tempero, tanto que nem senti o gosto do peixe... Mas o kathi holl do meu irmão, de frango orgânico com shoyo estava ótimo... E as bebidas também... Suco de uva roxa com agua de côco, de tangerina, chá gelado de pêssego com baunilha... Todos deliciosos... O ambiente é ótimo, calmo, com uma música relaxante no fundo... Sentamos numa mesa perto da varanda, do lado de uma janela... Tudo contribuiu para amenizar o caos mental de João Paulo... Embora eu acredite que ele tenha saído ainda mais perturbado de lá... Se é que isso é possível...


Domingo meu avô, minha e eu passamos mal de comer no japonês Asahi... Esse restaurante tem história... Meu avós o frequentam há anos e apesar dele ter passado por vários donos as duas irmãs garçonetes nunca saíram de lá... Seu público é geralmente fiel, mas quem vai pela primeira vez é logo recebido com boas vindas e a garçonete, Cilene, se apresenta como Marta Suplicy... Ela é engraçadíssima, e super animada... O ambiente é simples, porém muito simpático, a qualidade de seus peixes, que estão sempre frescos, mais a tradição do seu bom atendimento fazem com que o local seja um ótimo programa para os apreciadores da culinária japonesa. E o preço é acessível!

Saímos de lá passando mal...

E mesmo rolando, caímos direto pro Jockey Clube conhecer o Casa Boa Mesa...
Me arrependi um pouco de ter deixado pra ir no domingo, que com certeza devia estar mais cheio que os outros dias... Mas mesmo assim, valeu a visita... Saímos de lá APAIXONADOS...
Eu principalmente pela cozinha do Solteiro e pela Varanda Gourmet... Não levei máquina (até mesmo pq não tenho!) mas peguei as fotos no site do evento.
Pra quem não foi:

Cozinha do solteiro
Fernando Pinto Coelho e Simone Meirelles






Varanda Gourmet
Luciana Bueno




Skyline Bar
José Roberto Moreira do Valle






Home Office do Chef
João Armentano






Jardim dos Namorados
Ricardo Pessuto




Quinto Pecado Doceria
Leo Shetman




Restaurante Hitam
Rua Áurea, 333 – Vila Mariana
Tel: 11 – 5082-4589

Restaurante Asahi
Rua Fernão Dias, 599 - Pinheiros Tel: 11 3031-2332

Jockey Club de São Paulo
Av. Lineu de Paula Machado, 775 Cidade Jardim - São Paulo – SP
www.casaboamesa.com.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sampa!


Fui muito mal entregue pela Real Expresso hoje de manhã em São Paulo!
Vim dar uma bitoquinha no Juão pelo aniversário, uma na careca do meu avô que pacientemente perdoou minha cabeça de vento de não ter avisado o atraso de 2 HORAS no meu ônibus, bater perna com minha vó e claro conferir o Casa Boa Mesa.
Ganhei 4 ingressos da Prazeres da Mesa e não poderia deixar de ver um dos mais charmosos eventos brasileiros de gastronomia onde mostra o melhor da cozinha atual e decorações. O evento conta com 52 espaços assinados por renomados arquitetos, decoradores e paisagistas, entre salas de jantar, cozinhas, varandas, adega de vinho, de queijo, home theater, home office, boteco, Lounge Bar, Wine Point, skyline bar, entre outros...
Eu já sei que vou sair de lá com dor no coração....
Maaaaaaasssssssssssssss.....depois eu conto!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rúcula-gate e a paz pela comida

por Sérgio Dávila, de Washington
Revista da Folha, Setembro de 2008

“Comer é um ato político, como experimentou na carne (perdão pelo primeiro trocadilho) o bispo Sardinha, ao ser devorado pelos índios caetés, em 16 de junho de 1556. No ano passado, em pleno começo de campanha pela indicação do Partido Democrata, Barack Obama perguntou numa feira no Iowa: ''Alguém foi recentemente ao Whole Foods e viu o preço que eles cobram pela rúcula''?
A frase foi dita num dos Estados-símbolos do chamado "cinturão do milho" norte-americano. O candidato sugeria que os agricultores locais diversificassem a monocultura e investissem em plantas pelas quais poderiam cobrar mais. Desde então, a afirmação tem sido usada por diferentes oponentes para demonstrar como o democrata é elitista e não está em contato com a realidade do povo.
"Tive que procurar no Google o que era rúcula!", bradou há poucos dias Jed Babbin, subsecretário de Defesa de Bush pai (1989-1993), hoje presidente do grupo ultra conservador Human Events. Você é o que você come, defendem John McCain e seus asseclas republicanos, e Obama é o homem errado, porque come os produtos errados, no lugar errado - o Whole Foods é de classe média alta.
Rúcula? O americano de raiz (perdão pelo segundo trocadilho) come alface, e olhe lá. De preferência acompanhada de hambúrguer de bisão ou alce. Cru. Obama não é a primeira vítima do que ficou conhecido como "rúcula-gate". Antes dele, Michael Dukakis também foi acusado de elitismo vegetal. Em 1987, no mesmo Iowa, o então candidato democrata sugeriu que (provavelmente) os mesmos agricultores diversificassem sua produção plantando endívias. Perdeu de lavada para Bush pai.
A diferença entre 1987 e 2008 é que os conscientes alimentares deixaram de ser uma minoria. Se há duas décadas ser vegetariano era tão exóticos nesse país quanto ser negro e concorrer à presidência, agora a preocupação com a comida é tão bem-vista quanto a ambiental, até porque ambas andam de mãos dadas. Nos supermercados, cresce o número de produtos anunciados como "locais" e que gastaram pouco combustível fóssil para chegar à mesa do consumidor, chamado "localvoro".
As editoras pegam carona no debate político-gastronômico. Quatro anos depois de "How to Eat Like a Republican" ("Como comer como um Republicano”, Villard), é a vez de "Cuisines of the Axis of Evil and Other Irritating States - A Dinner Party Approach to International Relations" ("Culinárias do Eixo do Mal e Outros Estados Irritantes - Um Olhar nas Relações Internacionais pela Mesa do Jantar", Lyons Press).
Se a obra de 2004 vinha na esteira da segunda vitória de Bush filho e no que Karl Rove sonhava ser o começo da maioria permanente republicana, a de agora pega emprestada a expressão pela qual o presidente reuniu Irã, Iraque e Coréia do Norte no mesmo pacote, o de países que, em 2002, ele acusava de patrocinarem o terrorismo, para examinar o que a autora chama de culinária política.
Um prato nacional diz muito sobre a política externa de um país, defende Chris Fair. O de Israel, por exemplo, é o falafel, o bolinho frito de grão de bico, "uma maneira de eles dizerem 'Nós temos participação num prato tipicamente árabe'". Ela viajou para ou pesquisou sobre dez países que não mantêm exatamente boas relações com os EUA, entre eles Cuba e Mianmar.
Chegou à conclusão de que o entendimento mundial passa pela cozinha. Com rúcula ou não.”


Uma coisa que aprendi lendo o Dilema do Onívoro é que quase ABSOLUTAMENTE tudo vem do milho... É o milho que alimenta o novilho que se transforma em bife. O milho alimenta a galinha e o porco, o peru e o cordeiro, o bagre e a tilápia e, cada vez mais, até o salmão, um carnívoro por natureza que os criadores de peixe estão submetendo a uma reengenharia para que passe a tolerar a ração de milho. Os ovos são feitos de milho. O leite e o queijo e o iogurte que tomamos, que antes vinham das vacas leiteiras que se alimentavam de pasto, agora costumam vir das vacas que passam toda sua vida útil num estábulo, ligadas à máquinas, comendo MILHO.
Mas o que acontece com os 45 quilos extras de nitrogênio sintético que os pés de milho do Iowa não consomem? Parte dele evapora no ar, onde acidifica a chuva e contribui para o aquecimento global. (o nitrato de amônia é transformado em óxido nitroso, ou seja, gás-estufa) Outra parte se infiltra no lençol freático. Por que não aproveitar a entressafra e plantar rúcula e vender a preço de ouro para a classe média alta que freqüenta o Whole Foods?
Se somos o que comemos e Barack Obama come errado, o que sobra pra nós? O que nos tornaríamos se também achássemos um absurdo plantar rúcula à milho? Seríamos então apenas carne, milho e petróleo.
Alguns anos atrás eu me arrependia amargamente de ter ingressado no curso de engenharia de alimentos, mas a cada dia que passa, a cada reportagem que leio, a cada pessoa um pouco mais conservadora que converso percebo que fiz a escolha certa. Precisamos de engenheiros de alimentação para nos alimentar....
Chegamos ao ponto de precisar de jornalistas investigativos para nos dizer de onde vem a nossa comida, e de nutricionistas para determinar o cardápio do nosso jantar e crucificarmos um canditado à presidência por conhecer, comer e gostar de rúcula!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aniversário do Juão


Hoje meu irmão faz 25 anos...
Quem diria, hã?
João Paulo e eu sempre fomos totalmente opostos... Na verdade isso se dá ao fato dele ser uma pessoa extremamente esquisita...
João Paulo foi uma criança que não gostava de bala e chicletes, nem doces, nem refrigerantes, nem big sanduíches... (consegue imaginar?)
Ele comia pizza e tomava ÁGUA... Só almoçava arroz, feijão, carne e purê de batata... Todos os dias durante mil anos... Até hoje, inclusive...
Ele adorava ovo de codorna puro... (???????????????????)
Suco de laranja só natural, e coado...
Outra fruta, só banana.
Toddy não, só Nescau...
Bolo, sorvete ou qualquer outro doce, só de chocolate... Não vem com chocolate com côco, ou morango ou flocos... É chocolate e ponto.
João Paulo fala português, inglês, francês e espanhol... Formado em Ciências sociais e políticas pela USP, está terminando Direito....
Enquanto eu assassinei o CCAA, e semana que vem eu explodo a FAZU ( leia-se FACULDADES ASSOCIADAS DE U-B-E-R-A-B-A)!
Na escola, eu sempre quebrava o pau com os nerds da minha sala... Ia pra casa planejando o assassinato triplamente qualificado deles... Entrava em casa e via a foto do João Paulo no porta retrato da sala... Olhava e pensava: NERD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O mundo era nerd menos eu...
E meu irmão parecia ser o presidente da associação....
Quando criança ele vivia no Fantástico Mundo de João Paulo... Onde todos nós éramos muito pouco e muito bestas pra entrar... Todos os seus brinquedos eram milimetricamente arrumados na estante... Em ordem decrescente, de idade e preferência... E nas festinhas de aniversário lá em casa era preciso trancar o quarto dos brinquedos, pq ele não queria que ninguém desarrumasse as coisas dele... Enquanto isso eu brincava de Extreme Makeover com minhas Barbies... Até o Tio Augusto me dar um Baby que a roupa vinha costurada no corpo.... que raiva....
Jogos pro João Paulo eram Banco Imobiliário, War... Enquanto eu até hoje preciso fazer palavra cruzada em dupla... A não ser o Fácil ou o Picolé que eu consigo pescar menos....
Depois ele foi morar fora e voltou transformado... Hoje ele é popular, engraçado, tem 500 milhões de amigos e todos adooooooooooooooram ele!
Afffffffff...
Não sei qual fase eu gostava mais....
Hoje ele é amigo desde o lutador de vale-tudo ao bicho-grilo presidente do D.A da Usp....
Já viajou o mundo mochilando, enquanto eu adorava gastar todo o meu dinheiro em cachaça... Conheci lugares ótimos também..... kkkkkkkkkkkkk
Nós somos muito diferentes mesmo... Mas talvez seja esse o equilíbrio entre nós... Ele acha péssimas as coisas que eu faço, e eu acho uma perda de tempo as coisas que ele faz... Mas isso faz com que a gente sempre tenha assunto pra conversar, motivo pra zoar, ou razão pra brigar...
Você pode achar que ninguém é capaz de fingir que não conhece a irmã no primário, ou que nenhum irmão levaria a irmã pra apanhar da Monga no parque de diversões da cidade... Mas ninguém, N-I-N-G-U-E-M é capaz de amar tanto um irmão como eu amo o meu... Afinal, eu agüentei tudo isso e ainda me diverti o tempo todo!!!!!!!!!!!!!!!!!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Te aaaaaaaamo gaaaannnnnntttooooooo


Also, hoje é também aniversário da minha prima Queeeeeeula, então vou passar essa receita desse docinho que causou um crescimento acelerado na minha pança esse final de semana!

Docinho de Leite Ninho e Chocolate

1 lata de leite ninho
1 lata de leite condensado
1 lata de toddy
½ xícara de leite
Açúcar cristal para polvilhar

Esse docinho é super fácil pq não precisa levar ao fogo, é só juntar todos os ingredientes numa vasilha e misturar bem. Da pra enrolar na hora e não faz bagunça... A textura fica bem macia... A receita pede 1 pacote de Chocolate em pó solúvel, mas achei que ficou muito forte e um pouco sem gosto... Uma boa substituição é o Toddy pela textura parecida com o chocolate em pó e por ser menos doce que o Nescau... Mas se você prefere mais amargo o Chocolate em pó fica ótimo!

sábado, 13 de setembro de 2008

Balada sustentável, news e mais....



Macarons Brasileiros

O francês macaron ganha brasilidade nas mãos do criativo Flávio Federico. O chef pâtissier criou receitas como a caipirinha (ganache de limão galego com cachaça) e oiapoque (cupuaçu, rapadura e chocolate branco) e apresenta estas e outras criações no I Festival de Macarons. O evento, entre 20 a 30 de setembro, tem um lado solidário: a renda obtida pela venda do macaron Zequinha de gianduia ( R$ 3,10), será revertida para APAE. A Sódoces fica na alameda dos Arapanés, 540, em São Paulo.

Os livros de Lucília Diniz

Lucilia Diniz resolveu colocar todos os seus livros sobre Diet e Light gratuitamente na internet para downloads.

No site dela: www.luciliadiniz.com.br

Balada Sustentável

Se acabar na pista virou questão de ecologia. Texto Anna Balloussier

Ficar dançando até 5 da manhã pode esgotar a sua energia. Mas pode ajudar a iluminar o mundo - ou pelo menos um pedacinho dele. Acaba de ser inaugurada em Londres uma casa noturna em que a eletricidade não vem da tomada: vem da animação da galera. Tudo graças a uma pista de dança piezoelétrica, que consegue transformar o movimento das pessoas em eletricidade. Conforme elas dançam, pressionam a pista com os pés. Aí o chão, que é feito com uma cerâmica especial, sofre uma pequena deformação (imperceptível pra quem está dançando). E isso gera energia elétrica para alimentar o som e a luz da boate. Segundo seus criadores, a pista high tech consegue gerar até 60% de toda eletricidade consumida pelo clube, que se chama Surya ("Deus- Sol", em sânscrito). Mas o que acontece se o dj não empolgar a galera e ninguém entrar na pista? Acaba a luz? Para evitar que isso aconteça, a boate conta com um sistema de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica. Somando tudo isso, os donos do clube dizem que a eletricidade dá e sobra - o excedente é doado aos imóveis vizinhos. Mas a temática ecológica não pára por aí. As paredes do Surya são sensíveis ao calor e mudam de cor quando a casa está cheia e, literalmente, "fervendo" - a ideia é fazer uma referência ao aquecimento global. No banheiro, as descargas e torneiras utilizam água de chuva. E como não poderia deixar de ser, todos os vidros, metais, plásticos e papéis são reciclados. Já o bar usa certo estranhamento. Só serve bebidas orgânicas, feitas sem nenhum tipo de agrotóxico ou produto químico, e seu destaque é bem esquisito: uma tal de "biocerveja".

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Everyday food

Eu geralmente não cozinho durante a semana... Meu pai manda muita coisa pronta de casa, minha mãe também sempre deixa o freezer cheio, eu to sempre apertada na faculdade, então quando minha mãe está pra SP no máximo eu faço um arroz e uma verdura...
Cozinhar todo dia exige muita criatividade e paciência...
Eu sempre falo pra minha mãe que eu enjoei daquela abobrinha com ovo, ou daquela salada de folhas com cenoura e beterraba, daquele pepino com molho shoyo... E lá vai ela atrás de outra coisa...
Quando quero fazer uma sobremesa, um cookie ou um bolo, abro o Technicolor Kitchen... Quando quero a receita do almoço do final de semana, Chucrute com Salsicha... Pra receber visitas, Jamie Oliver... Mas quando eu preciso cozinhar durante a semana eu SEMPRE abro o Elvira's Bitrô... As receitas dela são sempre práticas, caseiras com quê a mais, e do jeito que a gente gosta aqui em casa: com muita verdura!


Mini-empadão de legumes e paio

6 fatias finas de paio cortadas em pedaços
1 colher de sopa de azeite
1 nabo grande descascado e cortados em cubinhos
200ml de caldo de galinha
1 mão cheia de salsa picada
4 batatas médias cortadas em cubos
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta a gosto

Colocar o paio numa frigideira com 1 colher de sopa de azeite. Saltear até o paio ficar dourado e bem frito. Retirar da frigideira e reservar. Dourar a cebola picada no azeite que serviu para o paio. Colocar novamente o paio na frigideira. Juntar os cubinhos de nabo e de cenoura. Acrescentei ervilhas e brócolis. Mexer e regar com o caldo quente. Cozinhar até que os vegetais estejam cozidos. Temperar com sal e pimenta. Envolver a salsa e distribuir o preparado num refratário. Cozinhar a batata em água salgada, escorrer bem e fazer um purê fino, acrescentando leite e manteiga. Noz moscada e sal também. Coloquei um pouco de queijo parmesão ralado no purê. Cobrir o refratário com o purê de batata, salpicar mais parmesão ralado na hora e levar para gratinar no forno.


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

E se não engordássemos?


por Pedro Burgos
Revista Super Interessante ed 256-Setembro 2008


"Isso mesmo que você acabou de pensar. Sem a preocupação de engordar, comeríamos mais. E muito pior. Substituiríamos, sem dor na consciência folhas e verduras por muita massa, fast food e doces, aumentando em pelo menos 50% o número de calorias que ingerimos ao dia. Segundo a projeção de Rafael Claro, nutricionista da USP, passaríamos facilmente de 2 300 calorias diárias para 3 200. O problema é que a gordura, os carboidratos e os açúcares continuariam em nosso sangue, causando estragos no organismo.

Seria como fazer uma experiência do Super Size Me, só que sem engordar. Fredik Nystrom, pesquisador da Universidade de Linkoping, na Suécia, mediu o prejuízo. Reuniu 20 voluntários saudáveis e dispostos a comer somente tranqueira por um mês. O resultado foi marcante no fígado, orgão responsável pelo metabolismo de álcool e gorduras. Em média, a quantidade de ALP, uma enzima liberada no sangue quando uma célula do fígado é danificada, foi multiplicada por 3. Além disso, a resistência à insulina - que determina o desenvolvimento da diabete tipo 2 - dobrou. A pesquisa não obteve resultados conclusivos sobre outros fatores, mas é provável que o colesterol potencializasse os riscos cardíacos. Os EUA são a prova disso. Lá, onde a população já come em média 3 770 calorias diárias, as mortes por ataque cardíaco representam 28% do total - 3 vezes mais do que no Brasil.

A economia também sentiria os efeitos da comilança. Trigo, aveia, milho e soja seriam matérias-primas ainda mais requisitadas, já que são base para comidas processadas. Se, no começo deste ano, um aumento no consumo de alimentos em países emergentes, como China, Índia e Brasil elevou em 130% o preço de uma commodity como o trigo, é de esperar que, com o aumento do consumo nos países desenvolvidos, essa crise assumisse patamares assustadores. Quem sairia ganhando seriam a América do Norte e a Europa, sedes das maiores empresas de alimentos, e as nações exportadoras de grãos, como o Brasil. Mas uma inflação descontrolada poderia abocanhar boa parte desses lucros e levar países pobres ao limiar da miséria."



  1. VIDA JUNKIE: Sem culpa, nos dedicaríamos muito mais ao prazer da alimentação, principalmente de coisas como gordura e açúcar. A explicação é evolutiva: os alimentos calóricos construíam um estoque de energia para garantir a sobrevivência nos períodos de fome. Frutas e legumes ficariam relegados às prateleiras de comidas exóticas.

  2. TODO LUGAR É LUGAR: Além de serem mais gostosos que os naturais, alimentos pré-preparados ou industrializados são mais práticos e adequados à vida moderna: basta abrir o saquinho e comer. Sem a preocupação com o peso, comeríamos mais vezes e em qualquer lugar.

  3. MAGRA, MAS FEIA: Uma alimentação pobre em vitaminas e sais minerais se refletiria em baixa resistência imunológica, anemia, pele ruim, cabelos e unhas quebradiços. Nem alimentos fortalecidos resolveriam o problema. "Os nutrientes existentes nas frutas e verduras são mais facilmente absorvidos pelo nosso organismo" diz Rafael Claro.

  4. HAJA REMÉDIO: Consumo excessivo de gordura e açúcares prejudica o fígado e os rins, aumenta a resistência à insulina (diretamente ligada à diabete tipo 2) e poderia provocar arterioclerose e hipertensão, elevando o risco de infartos e outros problemas cardíacos. "A indústria farmacêutica certamente ficaria muito feliz", diz o médico infectologista Ricardo Mangabeira.

  5. PADRÃO ANORÉXICO: O padrão de beleza continuaria sendo o magro. "Já são 15 anos vivendo nessa cultura, seria difícil mudar", diz Mirela Berger, doutora em antropologia social. Mas é provável que quiséssemos ser ainda mais magros. Assim aumentariam os casos de anorexia, o consumo de inibidores de apetite e a busca por definição muscular.