sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Homem que Comeu de Tudo

Quando comecei a ler o “O Homem que comeu de tudo”, de Jeffrey Steingarten, não imaginei que o livro fosse mudar tanta coisa em mim... Confesso que mooooorro de preguiça de livros muito grandes (ou seja, mais que 300 páginas). Eles geralmente não cabem na minha pequena bolsa de ir à academia (aonde eu leio a maior parte dos meus livros), parecem não ter fim, fora o peso... Preguiça total! Mas as 495 páginas do livro abrigam várias receitas (inclusive de renomados chefs de todo o mundo), relatos de viagens, tratados médicos e científicos, crônicas de costumes e diversas críticas sobre o que intitulamos ser “comida saudável”. O livro traz muita informação, de maneira nem um pouco cansativa já que o modo como Steingarten escreve é impiedosamente irônico.
Ele começa o livro disposto a convencer a si próprio que nenhum cheiro ou gosto é repulsivo de nascença, e cria então a Lista dos Seis Passos para Libertação do Paladar.
Numa jornada de mil refeições que começa com apenas uma mordida... Ele viaja até o Japão só pra provar um bife de Wagyu (antiga raça de gado japonês criada com massagem e acupuntura), escala o Etna atrás da granita mais original, caça trufas com cães em Piemonte e contrabandeia gordura de cavalo para fritar batatas.
“Steingarten é o homem que comeu de tudo e sobreviveu para contar.”

Além dos detalhes de cada prato, de cada viagem, de cada frustração, ele ensina a comer no subúrbio de Paris, ensina o melhor cozimento das batatas para um purê perfeito, o ciclo das frutas, conta quantas miligramas tem uma sacudida de sal no saleiro e faz uma crítica análise dos produtos que hoje invadem nossos supermercados.

Na página 145 porém, ele escreve um trecho no qual eu me identifiquei completamente nele.
Ele escreveu:

“Fica difícil medir a fome de outra pessoa, exceto perguntando como ela se sente, mas somos capazes de medir o tamanho de seu apetite, medindo quanto ela come. A diferença é importante, porque fome e apetite nem sempre coincidem. Não me sinto faminto após o prato principal de meu jantar, mas ainda tenho apetite para a sobremesa. Comer um monte de fibras pode eliminar minha fome e fazer sentir cheio, mas, como veremos, pode não fazer muito para satisfazer meu apetite – minha tendência a comer.”

Um comentário:

Rafael disse...

meu nome é Rafael, estudante de gastronomia... esse livro é realmente fastastico! add meu email se quiser: rafaell_cunha@hotmail.com tambem sou um fanatico pela alimentação!