sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal Feliz (2)


Esse post definitivamente fez meu Natal... Tudo bem que o meu papai Noel não era nem rico nem jovem e muito menos apareceu algum João cheio da grana e secretamente apaixonado por mim... Mas várias pessoas fizeram do meu natal o Best-Natal-Ever!!!!
Eu ganhei MUITA coisa da minha listinha...
Ganhei o livro Em Casa com Jamie da Tia Marta, e o Jamie Oliver o Retorno do Chef da tia Juma, além do As doceiras da minha mãe... ainda ganhei Escoffianas Brasileiras (do Alex Atala) do meu irmão...
Tirei um baleiro lindo em forma de Fusca no amigo secreto...
Ainda ganhei um tênis da minha ... E algumas verdinhas do meu pai e do meu avô...
Ganhei uma blusa e um anel...
Ganhei um conjuntinho de espátulas de silicone da Tia Verinha...
Dois aventais de bolinha da minha mãe...
Precisa mais?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal Feliz



Primeiro eu gostaria de desejar à todos um FELIZ NATAL...
Meus sinceros votos que o Natal de todos tenha sido como o meu... Celebrando a união da família, a saúde, a alegria, os presentes trocados, a ceia, a viagem, a amizade, o carinho e a saudade...
Eu passei o Natal em esse ano com a família do meu pai ( a turma do funil) em Pindamonhangaba...
Mas deu pra dar um pulinho em Campos do Jordão, pra conhecer, passear e comeeeeer....


Inevitável e inaceitável ir à Campos do Jordão e não tomar uma cerveja na Cervejaria Baden Baden...
Além da ótima cerveja também comemos muito bem! Eu dividi um prato que era um misto de carnes e salsichas, com chucrute e batata, DELICIOSO... O prato serve 2 pessoas, mas comemos em três e ainda sobrou... Também experimentamos uma Raclete (misto de queijos na chapa com batata na manteiga e frios)...
Ainda é possível visitar a fábrica da Baden Baden na cidade, mas o tempo era curto e não fomos....
Criada para ser uma fábrica-modelo na produção de cervejas artesanais, a marca segue a risca o movimento mundial The Craft Beer Renaissance, valorizando acima de tudo a felicidade e prazer de fabricar cervejas diferenciadas com sabor, corpo e aroma inconfundíveis. Durante o passeio na fábrica é possível acompanhar os processos de produção artesanal, aprender mais sobre a composição das cervejas de um modo geral, além de receber dicas para a compra, armazenamento e consumo de cerveja.
Lá são produzidos cinco tipos de chope - Stout, Red Ale, Bock, Pilsen Cristal E Weiss - e oito variedades de cerveja - Stout, Red Ale, Bock, Pilsen Cristal, Weiss, Golden, 1999 e 20 Anos.

Depois de passar pelas chocolaterias Montanhês e Araucária, a melhor (e mais barata) foi a Bruno Alves Chocolatier... Com mini chocolates recheados de creme brulèe, pistaches e tiramissu... Bombons recheados de framboesa, barras de chocolates feitos com chocolate belga Barry Callebaut e opções internacionais amargos (São Thomé com 70% de cacau, o Satongo que leva 72% de cacau e o Kumago com 80% ).


Cervejaria Baden Baden
http://www.badenbaden.com.br/

Bruno Alves - Chocolatier
Av. Macedo Soares, 199

domingo, 21 de dezembro de 2008

Finally made myself

GettyImages
Quando eu entrei na faculdade a pergunta que TODO MUNDO me fazia era: "Mas o que um engenheiro de alimentos faz? É a mesma coisa que um nutricionista ?".
Não existe uma pergunta que irrite mais um engenheiro de alimentos do que essa.
Imitando um pouco a Rafa e o Carlos Celso, Pra Quem Não Conhece Eu Te Apresento: A Engenharia de Alimentos.
A engenharia de alimentos não tem NADA A VER com a nutrição humana... Mas de fato é um curso novo, nem todo mundo sabe o que ele engloba. Na verdade a engenharia de alimentos é a área da engenharia voltada ao desenvolvimento, produção e conservação de alimentos.
É uma área de conhecimento específica que engloba todos os elementos relacionados com a industrialização de alimentos, e que pode através do profissional com esta formação, potencializar o desenvolvimento deste ramo em todos os níveis; seja na formação de profissionais, no subsídio à elaboração de políticas, nos projetos de pesquisa, na atuação dentro das empresas do setor e na colaboração à preservação da saúde pública (normatização técnica, orientação e fiscalização).
É comum pensar que o engenheiro de alimentos não é na verdade um engenheiro, que só temos matérias humanas e biológicas. Errado. Somos engenheiros sim. Estudamos MUITO cálculo... Eu, inclusive, quase não me formei por causa de Cinética de Reatores Industriais... A gente estuda cálculo numérico, termondinâmica, desenvolvimento de projetos, desenho industrial, estatística, matemática aplicada, físico-química, mecânica...
Esse caráter multidisciplinar da profissão é conseqüência do tipo de informações necessárias para o domínio da tecnologia de processamento dos alimentos. É preciso conhecer com profundidade os alimentos... Os diferentes tipos (carnes, frutas, hortaliças, laticínios, grãos etc.), sua composição (proteínas, açúcares, vitaminas, lipídios...), sua bioquímica (reações enzimáticas, respiração, maturação, envelhecimento...), sua microbiologia (microrganismos, deterioração, infecções e intoxicações de origem alimentar...) e características sensoriais (sabor, textura, aroma, cor, etc). Além das diversas técnicas e processos, como os beneficiamentos (moagem, extração de polpas, sucos, óleos vegetais), tratamentos térmicos (pasteurização, esterilização, congelamento, liofilização, etc.), biotecnologia (fermentação e tratamentos enzimáticos), emprego de ingredientes e matérias-primas, embalagens...
Somos capazes de atuar nas indústrias de produtos alimentícios, nas indústrias de insumos para processos e produtos (matérias-primas, equipamentos, embalagens, aditivos), empresas de serviços, órgãos e instituições públicas, no desenvolvimento de novos produtos e embalagens para alimentos, na enologia ou exercendo atividades nas áreas de produção e processos, controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento, projetos, comercial e marketing e fiscalização de alimentos e bebidas.
É isso que eu faço... Ou melhor, pretendo fazer...
Acabou a vida boa!
=)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Procura-se

Procura-se desesperadamente Papai Noel rico, jovem e disposto a bancar meu best-Natal-ever!!!!!!!!
Vou deixar aqui, minha listinha de desejos para o velhinho se empolgar...
Mas falando sério agora... Qualquer um pode ajudar o papai Noel enviando esses ou qualquer outros presentes... Para saber o endereço de entrega é só mandar um email para odedodamoca@gmail.com
Aqui vai a listinha:

  • Um Jantar no Duo Cuochi Cocina. O restaurante italiano do consagrado chef Paulo Barros, já foi Melhor Restaurante Italiano em 2006, 2007, 2008 e 2009; Chef do Ano e Restaurante do Ano 2008.

  • Uma sorveteira da Cusinart!!!!!!!!!!! Esse será o MELHOR presente! Juro que até compro um agradinho pro Papai Noel que me der esse!

  • Um happy-hour no Alucci Alucci, com direito a cota ilimitada de coquetéis e quantos petiscos o estômago comportar.
  • O livro Em Casa com Jamie, do meu querido Oliver.






  • Um saco de confeitar profissional com todos os 1364174637647 bicos que existir!





  • O livro As Doceiras, da Carla Pernambuco. Você ainda pode escolher uma sobremesa do livro que farei para lhe retribuir o presente.

  • A Agenda Gourmet 2009 da Idéia Pop. Além de espaço para anotações traz 24 receitas francesas do chef Roland Villard.

  • A caixinha de docinhos trufados de brownie com damasco, limão, vodca com pêra, maracujá, coco com doce de leite, cassis com caramelo, brigadeiro, pistache, framboesa, abacaxi, conhaque e foundant da Divani & Fusco.

E se você for muito rico e secretamente apaixonado por mim pode me dar de presente uma viagem gastronômica-cultural para Salvador e região... Garanto que com o meu roteiro e minha companhia seu dinheiro nunca terá sido tão bem empregado!

Maiores informações em odedodamoca@gmail.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Heathcliff x Buck McKay


Julie & Julia anda meio esquecido na estante porque estou com minhas leituras muito atrasadas com a correria do final do semestre. Mas hoje acordei mais cedo para ir pra aula de maneira que me sobraram 15 minutos depois que fiquei pronta... Nesses 15 minutos peguei o livro... Folheando os capítulos que já li me lembrei que no livro Julie chama o irmão de Heathcliff. Não porque ele se chama Heathcliff mas porque esse nome a faz lembrar do irmão. "É o tipo de coisa que sempre acontece em Nova York", observou Heathcliff. (É claro que meu irmão não se chama Heathcliff. Texanos com ascêndencia escocesa e irlandesa não dão o nome de Heathcliff a seus filhos ruivos. É que acho engraçado chamá-lo assim - porque o irrita profundamente e porque "Heathcliff" atesta bem seu lado sadônico e rabugento).

Fiquei pensando em um nome que me fizesse lembrar do meu irmão... Talvez o próprio Heathcliff lembrasse muito meu irmão... Mas não podia copiar Julie...
Teve uma época que eu só o chamava de Idiota... Era João Paulo Idiota, João Idiota, ô Idiota... Mas se eu fosse escrever um livro não poderia ficar me referindo à meu irmão por Idiota...

Pensei em Otávio...

Mas Otávio me lembra muito um menino de Orlândia que estuda lá na faculdade. O verdadeiro Otávio entrou na fila da Educação 350 mil vezes antes de nascer... Otávio não me lembra João Paulo...
E alguns ainda poderiam associar Otávio à outro nome parecido com Idiota...

Pensei então em Zé.

Eu a-d-o-r-o todos os "Zé" que eu conheço... Mas Zé é descomplicado demais pra lembrar João Paulo... Zé é simples.

Lembrei que minha mãe disse que se eu fosse menino ia me chamar João Gilberto...
João Gilberto? Não..
É fino demais... é tradicional.

Decidi que João Paulo ia chamar João Paulo! Eu já tava atrasada pra aula!

Foi então que eu me lembrei do Buck!
Buck McKay é o personagem de Aaron Echkart no filme Molly - Experimentando a Vida.
Molly - Experimentando a vida é um filme em que Elisabeth Shue interpreta Molly, uma jovem autista que sai do período de internação e fica sob os cuidados de seu irmão, Buck. Buck quando criança fingia que não conhecia Molly (rá!*) porque tinha vergonha dela ser autista... Molly passou a vida inteira internada até que a casa fechou e Buck teve que cuidar dela. Buck então permite que a irmã inicie um tratamento experimental e Molly se transforma em um gênio, com inteligência superior, para a surpresa de todos (rááááá!**). Mas esse progresso acaba sendo relativo, já que Molly não se livra completamente da sua extrema concentração autista (!?*). Buck e sua irmã enfrentam então outro grande desafio... O de Buck aceitar a irmã do jeito que ela é, aprender a amá-la apesar das suas limitações e se perdoar pelo tempo que perdeu deixando a irmã no asilo.

No final do filme Buck implora para que Molly more com ele... E os dois se divertem juntos...

Buck é melhor que Heathcliff... ou Otávio...!
Buck será João Paulo, quando eu escrever um livro...
Massa para Panquecas

120ml de leite
2 ovos
200g de farinha
1 pitada de sal
Bata tudo no liquidificador e deixe descansar um pouco na geladeira. Esquente uma frigideira antiaderente e coloque um pouco de massa. Espalhe para cobrir toda a superfície da frigideira. Doure os dois lado.
Bons recheios são creme de milho, carne moída, banana com queijo, creme de palmito, ratatouille...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A verdade sobre o bacalhau...

Achei super interessante essa matéria que o Alex Atala escreveu para Prazeres da Mesa de Novembro:

O Melhor do Bacalhau
por Alex Atala

"Nunca vi cabeça de bacalhau. Ô, conversa besta! Deixe-me explicar melhor essa minha agressividade. Não existe no mar nenhum peixe que seja conhecido por "bacalhau". Em inglês, ele se chama cod; em francês, cabillaud. Em português, a palavra para o peixe fresco não existe porque ele não é encontrado em nossas águas. A bem da verdade, temos no Brasil, especialmente nos meses de inverno, um primo pobre dos peixes que resultam em bacalhau: o abrochas. Podemos dizer que esse peixe é da mesma família do cod e do cabillaud, mas não do mesmo gênero, nem da mesma espécie, muito menos da mesma qualidade.
O bacalhau pode ser feito de cinco tipos de peixe: o ling, o cod, o zarbo, o macrocefalus e o mais nobre deles, o gadus morua. Esses peixes, depois de salgados, passam a ser chamados bacalhau. O Brasil é o maior consumidor de bacalhau seco do mundo. Mas não devemos comemorar esse título. Compramos mais bacalhau desse tipo, porque não conhecemos os outros produtos derivados desse pescado. O que quero dizer é que o bacalhau semi salgado, largamente consumido na Europa, tem vantagens sobre o que consumimos. Esse tipo de salga é suficiente para desenvolver o sabor que conhecemos como o de bacalhau, sem perder as propriedades do peixe fresco, ou seja, a cor, a textura e a melosidade.
Antes de começar a falar do peixe fresco, hoje disponível congelado no mercado, quero fazer uma observação profissional. É muito melhor um peixe bem congelado do que um fresco mal acondicionado. A chegada do gadus morua fresco ao Brasil me faz comemorar. Como estamos em terras tabajaras, quero ensinar aqui um jeitinho brasileiro de ter bacalhau semi-salgado. Compre o gadus morua fresco e também o bacalhau seco. Retire as espinhas e a pele do bacalhau seco, moa-o e seque-o numa estufa. Moa novamente e volte à estufa. Repita esse processo até que obtenha um sal de bacalhau. Seco, desidratado e bem fino.
Uma vez com esse precioso produto na mão, tempere o gadus morua fresco, já que bacalhau fresco não existe, e deixe repousar por no mínimo duas horas. Se sua cozinha contar com essa tecnologia, coloque o peixe fresco, temperado com sal de bacalhau, para cozinhar a vácuo, com uma porção de azeite. Esse processo tem a vantagem de - com o controle absoluto da temperatura de cozimento - garantir-se uma carne de melhor textura, mais gelatinosa.
Caso você não possua um termocirculador e uma máquina de vácuo, não se desespere. Tenha à mão uma pequena panela. Coloque nela azeite. Se não tiver um termômetro, corra a uma loja de cozinha e compre um (afinal, é um utensílio barato). Aqueça o azeite a 60 ºC e cozinhe, por 6 a 8 minutos, aquela posta de peixe que você deixou marinando no sal de bacalhau, mantendo a temperatura a 60 ºC. É importante lembrar que, em qualquer um dos processos - a vácuo ou no outro um pouco mais rudimentar -, o peixe fresco deve ser preparado sem que lhe tire a pele.
A carne do gadus morua é muito delicada e, sem a pele, ela pode se desfazer durante o cozimento. Se você é daquele time que não come pele de peixe, não sofra. Você pode tirá-la depois de o peixe estar cozido. A minha dica como gourmet e profissional é: depois de cozido o peixe, use uma frigideira antiaderente para tostar a pele. Assim, você reunirá o melhor dos mundos: o sabor do tostado, a textura de um peixe fresco e o gosto tão apreciado do bacalhau.
Acredito que grandes ingredientes devam sofrer pouca interferência do cozinheiro. E a receita deste mês tem exatamente um ingrediente de alta qualidade. Bom azeite, bom bacalhau e boa batata."

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ser pai ou como limpar camarões...




Quando recebi esse vídeo já logo imaginei como ele seria... E morri de rir depois que eu vi... A risadinha que o pai dá no final é a melhor...
Quem acompanha o Blog sabe que eu sou família até dizer chega... Passo mal no Bigode... Alucino na cabeça do meu irmão e brigo mas não largo minha mãe...
Depois que eu vi o vídeo lembrei de várias comidas que eu me lembro do meu pai... Se for pensar numa sobremesa, quindim!
Os inesquecíveis sanduiches de filé com queijo no final de semana...
E meu pai também sempre foi muito fã de frutos do mar... Eu aprendi a limpar camarão só olhando ele fazer, geralmente nos domingos... Ele ficava horas em pé na pia, com um fiozinho da torneira ligada, limpando camarão por camarão... Aprendi de tanto olhar...
E esses ficaram no ponto... O segredo é a frigideira bem quente para que o cozimento seja de no máximo 4 minutos, senão eles ficam borrachudos como chiclete...
Essa receita é ótima como entrada ou aperitivo...

Camarões ao Alho e Limão


1 kg de camarões crus, limpos e com rabo
80 ml de suco de limão
Azeite
2 dentes de alho em fatias finas
sal e pimenta do reino
Salsinha picada
Limão em quartos para servir
Aiolli (maionese com alho e limão)
Coloque o camarão, o suco de limão, 2 colheres de sopa de azeite, o alho em fatias, o sal e a pimenta numa tigela, misture e cubra com filme plástico. Leve à geladeira por 30 minutos. Retire e escorra o caldo. Regue os camarões com azeite e misture para cobri-los. Aqueça uma frigideira grande em fogo alto. Quando bem quente jogue os camarões. Não cozinhe demais, apenas deixe-os pegar uma cor. Retire do fogo e salpique com salsinha. Sirva com aiolli.
O aiolli fiz dourando um pouco alguns dentes de alho bem picados e misturando à uma maionese Hellmans sabor limão.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Comida também é presente

A alimentação é uma característica dos seres vivos... O ato de presentear alguém com comida vem de muitos atrás... Como por exemplo, o ato de presentear com ovos de chocolate na Páscoa... Os chineses e os povos do Mediterrâneo tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a chegada da primavera. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-os com beterrabas... Mas esses os ovos não eram para ser comidos, eram apenas um presente que simbolizava o início da vida...
Pra mim, é um dos melhores presentes... Pois é feito com carinho e dedicação, e quando é dividido entre os amigos e a família fica ainda mais gostoso...
Na minha opnião, não tem coisa melhor que ter a casa cheia, todo mundo ao redor da mesa, comendo, bebendo, conversando... Sempre saem ótimas histórias, gargalhadas, lembranças...
Esses cookies recheados são da Tecnicolor Kitchen (como sempre)...
Eu fiz esse cookies por dois motivos... Um é que minha mãe está indo pra Brasília e eu queria mandar alguma coisa pra Quel e pra Dada, e também porque amanhã é minha última consulta no meu dentista, e ele tem duas secretárias que são assim, excepcionais.... Elas sofreram quase tanto quanto eu durante esse meu TCC, tiveram a maior paciência com as minhas desistências, minhas confusões de horário, e sempre tinham ótimas histórias pra me fazer rir quando eu chegava lá super cansada e nervosa!
Eu nem queria que o tratamento tivesse acabado... juro!

Cookies recheados com Geléia
420g de farinha de trigo;
300g de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 colher de sopa de sal;
226g de manteiga sem sal, gelada, em pedaços
120 ml de leite
1 xícara de geléia - usei de amoras
Comece preparando a massa, peneirando a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Coloque esses ingredientes no processador (usei batedeira), e acrescente a manteiga em pedaços e o leite, até obter uma mistura homogênea.
Forre três assadeiras grandes com papel manteiga e coloque 1 colher de sopa rasa de massa, deixando uma considerável distância entre ele, achate um pouco com o dedo...
Não deixe a massa muito alta para que os cookies não fiquem grandes demais...
*Fiz os discos e coloquei um pouco na geladeira antes de colocar no forno...
*Acho que algumas raspinhas de limão na massa ia cair bem para cortar um pouco o doce...
Asse até que as bordas estejam douradas...
Faça sanduiches com dois discos e recheio de geléia...
*Acho que ficaria ótima com uma geléia mais azedinha, como damasco, mas usei amoras mesmo por que acho que a Quel e a Dada iam gostar mais...
Consegui 25 sanduiches!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Freeeeeeeeedom!


Rá!
TCC entregue, apresentado, aprovado e engavetado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cheeeeeeeeeeega...
Não posso mais ver laranja na minha frente, nem normas da ABNT, nem referências bibliográficas e muito menos meu orientador!!!!!!!!!!!!!!!
Estou de volta ao meu querido Blog, mais abandonado que o Rafael Polegar!!!!
Cheia de receitas pra postar, de blogs pra ler, mas calma.... Devagar a gente volta...
bjos!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Moral da história: O tempo passa....

Desde pequena eu escrevo... Meu avô tinha uma máquina de escrever e quando eu ia para São Paulo passava o dia todo batendo naquela máquina, escrevendo coisas desse tipo:

No verso ainda tem escrito assim:
Jornalzinho Disney
Novidades: A novidade de hoje é que a comida do avião estava ruim pois sempre está boa.
Parabéns para Miguel Falabela e Leandra Leal! Parabéns!

Achado e enviado pela minha vó!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Não tem nada melhor do que ir pra casa...
Quase tão bom quanto comer é viajar... Quando se junta os dois então...
Ir pra casa, comer lasanha (pena que meu pai queimou a largada e ela já chegou na mesa faltando um pedaço), costelinha, peixe apimentado... Tomar picolé de 30 centavos na praça... Ver que a sua priminha se parece demais com você quando era pequena... Passar calor pra dormir com o Bigode... Passar raiva com as amigas de faculdade do seu pai... Tomar tanto sol que dá até moleza no final do dia... Ir pro Trapiche ás 2 da tarde e ficar até as 10 da noite, escutando o grupo de chorinho de Brasília de passagem na cidade... Tomar todos os sabores de caipirinhas de frutas 4x cada um... Comprar quindim pro meu pai lanchar... Endoidar o véi... Ter dó de voltar pra casa depois da festa... Morrer de rir... Encontrar os amigos de infância... Comer tanto que a única coisa possível de fazer depois é ficar igual uma ursa no sofá... hibernando..........


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Viajando!

Bitooooooooca no Bigode!

domingo, 5 de outubro de 2008

Fruta ou legume?

Todo mundo já ouviu aquela conversa que tomate não é legume e sim um fruto... Apesar da crença generalizada de que seja um legume, é, na realidade, um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação.

Apesar de constantemente associado à Itália e sua cozinha, dado seu largo uso na sua culinária, o tomate já era consumido nas civilizações inca, maia e asteca, antes de ser levado ao outro lado do mundo.

A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e consumo (e mesmo a seleção genética) do tomate como alimento, à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir, naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) conhecidas apenas ali.
Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais atuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que foi encontrado amplamente cultivado no México.
Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do atual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registraram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume. Os primeiros contestam tal objeção, pelo fato de que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas.

Risoto de Tomate

4 tomates maduros
1 cebola picada
3 colheres de sopa de aceto balsâmico
2 colheres de sopa de azeite
200g de manteiga
1 colher de sopa de folhas de tomilho
1 dente de alho picado
200g de arroz japonês (ou de risoto)
120ml de vinho branco seco
Parmesão ralado na hora
4 colheres se sopa de molho de tomate
1l de caldo de legumes ou galinha
Sal e pimenta a gosto

Para soltar a pele faça uma cruz nos tomates com uma faca e coloque em água fervente por 2 minutos, retire e coloque em água fria. Retire a pele com as mãos. Pique os tomates em cubos. Coloque os tomates numa tigela e tempere com sal e pimenta, adicione o azeite, o balsâmico e reserve. Aqueça o caldo numa panela, até começar a ferver e mantenha o caldo quente enquanto faz o arroz.
Em outra panela derreta metade da manteiga, adicione a cebola e cozinhe até ficar macia. Junte o tomilho, o alho e depois o arroz, mexa para combinar tudo. Adicione o vinho, mexendo bem até ser absorvido e depois adicione o molho de tomate aquecido. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Comece a adicionar o caldo de legumes, uma concha de cada vez, até cozinhar o arroz. Quando cozido, junte os tomates com azeite e aceto, em seguida o resto da manteiga e por último o parmesão.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

São Paulo forever

I wanna São Paulo forééééva!
Mesmo o João Paulo tendo abolido a palavra OBRIGADA do vocabulário dele e ter adotado a frase: SILÊNCIO MARINA, EU AMO O SILÊNCIO! Meeeeeesmo assim, I wanna São Paulo forévera!
Sábado fomos comer no Hitam.


Situado na Vila Mariana, o Hitam, que significa Bem Estar em sânscrito é um restaurante charmoso, calmo, com uma cozinha meio oriental, meio thailandesa, mas cheio de temperos brasileiros. No cardápio os destaques são os kathi rolls --sanduíches enrolados no pão folha. Para beber, a casa sugere o lassi, bebida típica da Índia preparada à base de iogurte orgânico, frutas e especiarias. No Hitam, os ingredientes são selecionados e sempre que possível, orgânicos. A produção é caseira e artesanal, com toques de sofisticação. Apesar do courvert ser ótimo, composto de pão de ervas caseiro, semente de girassol assada e acompanhamentos à base de ricota, não fomos felizes nos pratos principais! Havia faltado um cozinheiro, talvez fosse esse o problema de origem, mas todos os pratos estavam MUITO temperados... A moqueca de peixe estava tão carregada no dendê que era impossível comer... Meu salmão também tinha muito tempero, tanto que nem senti o gosto do peixe... Mas o kathi holl do meu irmão, de frango orgânico com shoyo estava ótimo... E as bebidas também... Suco de uva roxa com agua de côco, de tangerina, chá gelado de pêssego com baunilha... Todos deliciosos... O ambiente é ótimo, calmo, com uma música relaxante no fundo... Sentamos numa mesa perto da varanda, do lado de uma janela... Tudo contribuiu para amenizar o caos mental de João Paulo... Embora eu acredite que ele tenha saído ainda mais perturbado de lá... Se é que isso é possível...


Domingo meu avô, minha e eu passamos mal de comer no japonês Asahi... Esse restaurante tem história... Meu avós o frequentam há anos e apesar dele ter passado por vários donos as duas irmãs garçonetes nunca saíram de lá... Seu público é geralmente fiel, mas quem vai pela primeira vez é logo recebido com boas vindas e a garçonete, Cilene, se apresenta como Marta Suplicy... Ela é engraçadíssima, e super animada... O ambiente é simples, porém muito simpático, a qualidade de seus peixes, que estão sempre frescos, mais a tradição do seu bom atendimento fazem com que o local seja um ótimo programa para os apreciadores da culinária japonesa. E o preço é acessível!

Saímos de lá passando mal...

E mesmo rolando, caímos direto pro Jockey Clube conhecer o Casa Boa Mesa...
Me arrependi um pouco de ter deixado pra ir no domingo, que com certeza devia estar mais cheio que os outros dias... Mas mesmo assim, valeu a visita... Saímos de lá APAIXONADOS...
Eu principalmente pela cozinha do Solteiro e pela Varanda Gourmet... Não levei máquina (até mesmo pq não tenho!) mas peguei as fotos no site do evento.
Pra quem não foi:

Cozinha do solteiro
Fernando Pinto Coelho e Simone Meirelles






Varanda Gourmet
Luciana Bueno




Skyline Bar
José Roberto Moreira do Valle






Home Office do Chef
João Armentano






Jardim dos Namorados
Ricardo Pessuto




Quinto Pecado Doceria
Leo Shetman




Restaurante Hitam
Rua Áurea, 333 – Vila Mariana
Tel: 11 – 5082-4589

Restaurante Asahi
Rua Fernão Dias, 599 - Pinheiros Tel: 11 3031-2332

Jockey Club de São Paulo
Av. Lineu de Paula Machado, 775 Cidade Jardim - São Paulo – SP
www.casaboamesa.com.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sampa!


Fui muito mal entregue pela Real Expresso hoje de manhã em São Paulo!
Vim dar uma bitoquinha no Juão pelo aniversário, uma na careca do meu avô que pacientemente perdoou minha cabeça de vento de não ter avisado o atraso de 2 HORAS no meu ônibus, bater perna com minha vó e claro conferir o Casa Boa Mesa.
Ganhei 4 ingressos da Prazeres da Mesa e não poderia deixar de ver um dos mais charmosos eventos brasileiros de gastronomia onde mostra o melhor da cozinha atual e decorações. O evento conta com 52 espaços assinados por renomados arquitetos, decoradores e paisagistas, entre salas de jantar, cozinhas, varandas, adega de vinho, de queijo, home theater, home office, boteco, Lounge Bar, Wine Point, skyline bar, entre outros...
Eu já sei que vou sair de lá com dor no coração....
Maaaaaaasssssssssssssss.....depois eu conto!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rúcula-gate e a paz pela comida

por Sérgio Dávila, de Washington
Revista da Folha, Setembro de 2008

“Comer é um ato político, como experimentou na carne (perdão pelo primeiro trocadilho) o bispo Sardinha, ao ser devorado pelos índios caetés, em 16 de junho de 1556. No ano passado, em pleno começo de campanha pela indicação do Partido Democrata, Barack Obama perguntou numa feira no Iowa: ''Alguém foi recentemente ao Whole Foods e viu o preço que eles cobram pela rúcula''?
A frase foi dita num dos Estados-símbolos do chamado "cinturão do milho" norte-americano. O candidato sugeria que os agricultores locais diversificassem a monocultura e investissem em plantas pelas quais poderiam cobrar mais. Desde então, a afirmação tem sido usada por diferentes oponentes para demonstrar como o democrata é elitista e não está em contato com a realidade do povo.
"Tive que procurar no Google o que era rúcula!", bradou há poucos dias Jed Babbin, subsecretário de Defesa de Bush pai (1989-1993), hoje presidente do grupo ultra conservador Human Events. Você é o que você come, defendem John McCain e seus asseclas republicanos, e Obama é o homem errado, porque come os produtos errados, no lugar errado - o Whole Foods é de classe média alta.
Rúcula? O americano de raiz (perdão pelo segundo trocadilho) come alface, e olhe lá. De preferência acompanhada de hambúrguer de bisão ou alce. Cru. Obama não é a primeira vítima do que ficou conhecido como "rúcula-gate". Antes dele, Michael Dukakis também foi acusado de elitismo vegetal. Em 1987, no mesmo Iowa, o então candidato democrata sugeriu que (provavelmente) os mesmos agricultores diversificassem sua produção plantando endívias. Perdeu de lavada para Bush pai.
A diferença entre 1987 e 2008 é que os conscientes alimentares deixaram de ser uma minoria. Se há duas décadas ser vegetariano era tão exóticos nesse país quanto ser negro e concorrer à presidência, agora a preocupação com a comida é tão bem-vista quanto a ambiental, até porque ambas andam de mãos dadas. Nos supermercados, cresce o número de produtos anunciados como "locais" e que gastaram pouco combustível fóssil para chegar à mesa do consumidor, chamado "localvoro".
As editoras pegam carona no debate político-gastronômico. Quatro anos depois de "How to Eat Like a Republican" ("Como comer como um Republicano”, Villard), é a vez de "Cuisines of the Axis of Evil and Other Irritating States - A Dinner Party Approach to International Relations" ("Culinárias do Eixo do Mal e Outros Estados Irritantes - Um Olhar nas Relações Internacionais pela Mesa do Jantar", Lyons Press).
Se a obra de 2004 vinha na esteira da segunda vitória de Bush filho e no que Karl Rove sonhava ser o começo da maioria permanente republicana, a de agora pega emprestada a expressão pela qual o presidente reuniu Irã, Iraque e Coréia do Norte no mesmo pacote, o de países que, em 2002, ele acusava de patrocinarem o terrorismo, para examinar o que a autora chama de culinária política.
Um prato nacional diz muito sobre a política externa de um país, defende Chris Fair. O de Israel, por exemplo, é o falafel, o bolinho frito de grão de bico, "uma maneira de eles dizerem 'Nós temos participação num prato tipicamente árabe'". Ela viajou para ou pesquisou sobre dez países que não mantêm exatamente boas relações com os EUA, entre eles Cuba e Mianmar.
Chegou à conclusão de que o entendimento mundial passa pela cozinha. Com rúcula ou não.”


Uma coisa que aprendi lendo o Dilema do Onívoro é que quase ABSOLUTAMENTE tudo vem do milho... É o milho que alimenta o novilho que se transforma em bife. O milho alimenta a galinha e o porco, o peru e o cordeiro, o bagre e a tilápia e, cada vez mais, até o salmão, um carnívoro por natureza que os criadores de peixe estão submetendo a uma reengenharia para que passe a tolerar a ração de milho. Os ovos são feitos de milho. O leite e o queijo e o iogurte que tomamos, que antes vinham das vacas leiteiras que se alimentavam de pasto, agora costumam vir das vacas que passam toda sua vida útil num estábulo, ligadas à máquinas, comendo MILHO.
Mas o que acontece com os 45 quilos extras de nitrogênio sintético que os pés de milho do Iowa não consomem? Parte dele evapora no ar, onde acidifica a chuva e contribui para o aquecimento global. (o nitrato de amônia é transformado em óxido nitroso, ou seja, gás-estufa) Outra parte se infiltra no lençol freático. Por que não aproveitar a entressafra e plantar rúcula e vender a preço de ouro para a classe média alta que freqüenta o Whole Foods?
Se somos o que comemos e Barack Obama come errado, o que sobra pra nós? O que nos tornaríamos se também achássemos um absurdo plantar rúcula à milho? Seríamos então apenas carne, milho e petróleo.
Alguns anos atrás eu me arrependia amargamente de ter ingressado no curso de engenharia de alimentos, mas a cada dia que passa, a cada reportagem que leio, a cada pessoa um pouco mais conservadora que converso percebo que fiz a escolha certa. Precisamos de engenheiros de alimentação para nos alimentar....
Chegamos ao ponto de precisar de jornalistas investigativos para nos dizer de onde vem a nossa comida, e de nutricionistas para determinar o cardápio do nosso jantar e crucificarmos um canditado à presidência por conhecer, comer e gostar de rúcula!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aniversário do Juão


Hoje meu irmão faz 25 anos...
Quem diria, hã?
João Paulo e eu sempre fomos totalmente opostos... Na verdade isso se dá ao fato dele ser uma pessoa extremamente esquisita...
João Paulo foi uma criança que não gostava de bala e chicletes, nem doces, nem refrigerantes, nem big sanduíches... (consegue imaginar?)
Ele comia pizza e tomava ÁGUA... Só almoçava arroz, feijão, carne e purê de batata... Todos os dias durante mil anos... Até hoje, inclusive...
Ele adorava ovo de codorna puro... (???????????????????)
Suco de laranja só natural, e coado...
Outra fruta, só banana.
Toddy não, só Nescau...
Bolo, sorvete ou qualquer outro doce, só de chocolate... Não vem com chocolate com côco, ou morango ou flocos... É chocolate e ponto.
João Paulo fala português, inglês, francês e espanhol... Formado em Ciências sociais e políticas pela USP, está terminando Direito....
Enquanto eu assassinei o CCAA, e semana que vem eu explodo a FAZU ( leia-se FACULDADES ASSOCIADAS DE U-B-E-R-A-B-A)!
Na escola, eu sempre quebrava o pau com os nerds da minha sala... Ia pra casa planejando o assassinato triplamente qualificado deles... Entrava em casa e via a foto do João Paulo no porta retrato da sala... Olhava e pensava: NERD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O mundo era nerd menos eu...
E meu irmão parecia ser o presidente da associação....
Quando criança ele vivia no Fantástico Mundo de João Paulo... Onde todos nós éramos muito pouco e muito bestas pra entrar... Todos os seus brinquedos eram milimetricamente arrumados na estante... Em ordem decrescente, de idade e preferência... E nas festinhas de aniversário lá em casa era preciso trancar o quarto dos brinquedos, pq ele não queria que ninguém desarrumasse as coisas dele... Enquanto isso eu brincava de Extreme Makeover com minhas Barbies... Até o Tio Augusto me dar um Baby que a roupa vinha costurada no corpo.... que raiva....
Jogos pro João Paulo eram Banco Imobiliário, War... Enquanto eu até hoje preciso fazer palavra cruzada em dupla... A não ser o Fácil ou o Picolé que eu consigo pescar menos....
Depois ele foi morar fora e voltou transformado... Hoje ele é popular, engraçado, tem 500 milhões de amigos e todos adooooooooooooooram ele!
Afffffffff...
Não sei qual fase eu gostava mais....
Hoje ele é amigo desde o lutador de vale-tudo ao bicho-grilo presidente do D.A da Usp....
Já viajou o mundo mochilando, enquanto eu adorava gastar todo o meu dinheiro em cachaça... Conheci lugares ótimos também..... kkkkkkkkkkkkk
Nós somos muito diferentes mesmo... Mas talvez seja esse o equilíbrio entre nós... Ele acha péssimas as coisas que eu faço, e eu acho uma perda de tempo as coisas que ele faz... Mas isso faz com que a gente sempre tenha assunto pra conversar, motivo pra zoar, ou razão pra brigar...
Você pode achar que ninguém é capaz de fingir que não conhece a irmã no primário, ou que nenhum irmão levaria a irmã pra apanhar da Monga no parque de diversões da cidade... Mas ninguém, N-I-N-G-U-E-M é capaz de amar tanto um irmão como eu amo o meu... Afinal, eu agüentei tudo isso e ainda me diverti o tempo todo!!!!!!!!!!!!!!!!!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Te aaaaaaaamo gaaaannnnnntttooooooo


Also, hoje é também aniversário da minha prima Queeeeeeula, então vou passar essa receita desse docinho que causou um crescimento acelerado na minha pança esse final de semana!

Docinho de Leite Ninho e Chocolate

1 lata de leite ninho
1 lata de leite condensado
1 lata de toddy
½ xícara de leite
Açúcar cristal para polvilhar

Esse docinho é super fácil pq não precisa levar ao fogo, é só juntar todos os ingredientes numa vasilha e misturar bem. Da pra enrolar na hora e não faz bagunça... A textura fica bem macia... A receita pede 1 pacote de Chocolate em pó solúvel, mas achei que ficou muito forte e um pouco sem gosto... Uma boa substituição é o Toddy pela textura parecida com o chocolate em pó e por ser menos doce que o Nescau... Mas se você prefere mais amargo o Chocolate em pó fica ótimo!

sábado, 13 de setembro de 2008

Balada sustentável, news e mais....



Macarons Brasileiros

O francês macaron ganha brasilidade nas mãos do criativo Flávio Federico. O chef pâtissier criou receitas como a caipirinha (ganache de limão galego com cachaça) e oiapoque (cupuaçu, rapadura e chocolate branco) e apresenta estas e outras criações no I Festival de Macarons. O evento, entre 20 a 30 de setembro, tem um lado solidário: a renda obtida pela venda do macaron Zequinha de gianduia ( R$ 3,10), será revertida para APAE. A Sódoces fica na alameda dos Arapanés, 540, em São Paulo.

Os livros de Lucília Diniz

Lucilia Diniz resolveu colocar todos os seus livros sobre Diet e Light gratuitamente na internet para downloads.

No site dela: www.luciliadiniz.com.br

Balada Sustentável

Se acabar na pista virou questão de ecologia. Texto Anna Balloussier

Ficar dançando até 5 da manhã pode esgotar a sua energia. Mas pode ajudar a iluminar o mundo - ou pelo menos um pedacinho dele. Acaba de ser inaugurada em Londres uma casa noturna em que a eletricidade não vem da tomada: vem da animação da galera. Tudo graças a uma pista de dança piezoelétrica, que consegue transformar o movimento das pessoas em eletricidade. Conforme elas dançam, pressionam a pista com os pés. Aí o chão, que é feito com uma cerâmica especial, sofre uma pequena deformação (imperceptível pra quem está dançando). E isso gera energia elétrica para alimentar o som e a luz da boate. Segundo seus criadores, a pista high tech consegue gerar até 60% de toda eletricidade consumida pelo clube, que se chama Surya ("Deus- Sol", em sânscrito). Mas o que acontece se o dj não empolgar a galera e ninguém entrar na pista? Acaba a luz? Para evitar que isso aconteça, a boate conta com um sistema de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica. Somando tudo isso, os donos do clube dizem que a eletricidade dá e sobra - o excedente é doado aos imóveis vizinhos. Mas a temática ecológica não pára por aí. As paredes do Surya são sensíveis ao calor e mudam de cor quando a casa está cheia e, literalmente, "fervendo" - a ideia é fazer uma referência ao aquecimento global. No banheiro, as descargas e torneiras utilizam água de chuva. E como não poderia deixar de ser, todos os vidros, metais, plásticos e papéis são reciclados. Já o bar usa certo estranhamento. Só serve bebidas orgânicas, feitas sem nenhum tipo de agrotóxico ou produto químico, e seu destaque é bem esquisito: uma tal de "biocerveja".

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Everyday food

Eu geralmente não cozinho durante a semana... Meu pai manda muita coisa pronta de casa, minha mãe também sempre deixa o freezer cheio, eu to sempre apertada na faculdade, então quando minha mãe está pra SP no máximo eu faço um arroz e uma verdura...
Cozinhar todo dia exige muita criatividade e paciência...
Eu sempre falo pra minha mãe que eu enjoei daquela abobrinha com ovo, ou daquela salada de folhas com cenoura e beterraba, daquele pepino com molho shoyo... E lá vai ela atrás de outra coisa...
Quando quero fazer uma sobremesa, um cookie ou um bolo, abro o Technicolor Kitchen... Quando quero a receita do almoço do final de semana, Chucrute com Salsicha... Pra receber visitas, Jamie Oliver... Mas quando eu preciso cozinhar durante a semana eu SEMPRE abro o Elvira's Bitrô... As receitas dela são sempre práticas, caseiras com quê a mais, e do jeito que a gente gosta aqui em casa: com muita verdura!


Mini-empadão de legumes e paio

6 fatias finas de paio cortadas em pedaços
1 colher de sopa de azeite
1 nabo grande descascado e cortados em cubinhos
200ml de caldo de galinha
1 mão cheia de salsa picada
4 batatas médias cortadas em cubos
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta a gosto

Colocar o paio numa frigideira com 1 colher de sopa de azeite. Saltear até o paio ficar dourado e bem frito. Retirar da frigideira e reservar. Dourar a cebola picada no azeite que serviu para o paio. Colocar novamente o paio na frigideira. Juntar os cubinhos de nabo e de cenoura. Acrescentei ervilhas e brócolis. Mexer e regar com o caldo quente. Cozinhar até que os vegetais estejam cozidos. Temperar com sal e pimenta. Envolver a salsa e distribuir o preparado num refratário. Cozinhar a batata em água salgada, escorrer bem e fazer um purê fino, acrescentando leite e manteiga. Noz moscada e sal também. Coloquei um pouco de queijo parmesão ralado no purê. Cobrir o refratário com o purê de batata, salpicar mais parmesão ralado na hora e levar para gratinar no forno.


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

E se não engordássemos?


por Pedro Burgos
Revista Super Interessante ed 256-Setembro 2008


"Isso mesmo que você acabou de pensar. Sem a preocupação de engordar, comeríamos mais. E muito pior. Substituiríamos, sem dor na consciência folhas e verduras por muita massa, fast food e doces, aumentando em pelo menos 50% o número de calorias que ingerimos ao dia. Segundo a projeção de Rafael Claro, nutricionista da USP, passaríamos facilmente de 2 300 calorias diárias para 3 200. O problema é que a gordura, os carboidratos e os açúcares continuariam em nosso sangue, causando estragos no organismo.

Seria como fazer uma experiência do Super Size Me, só que sem engordar. Fredik Nystrom, pesquisador da Universidade de Linkoping, na Suécia, mediu o prejuízo. Reuniu 20 voluntários saudáveis e dispostos a comer somente tranqueira por um mês. O resultado foi marcante no fígado, orgão responsável pelo metabolismo de álcool e gorduras. Em média, a quantidade de ALP, uma enzima liberada no sangue quando uma célula do fígado é danificada, foi multiplicada por 3. Além disso, a resistência à insulina - que determina o desenvolvimento da diabete tipo 2 - dobrou. A pesquisa não obteve resultados conclusivos sobre outros fatores, mas é provável que o colesterol potencializasse os riscos cardíacos. Os EUA são a prova disso. Lá, onde a população já come em média 3 770 calorias diárias, as mortes por ataque cardíaco representam 28% do total - 3 vezes mais do que no Brasil.

A economia também sentiria os efeitos da comilança. Trigo, aveia, milho e soja seriam matérias-primas ainda mais requisitadas, já que são base para comidas processadas. Se, no começo deste ano, um aumento no consumo de alimentos em países emergentes, como China, Índia e Brasil elevou em 130% o preço de uma commodity como o trigo, é de esperar que, com o aumento do consumo nos países desenvolvidos, essa crise assumisse patamares assustadores. Quem sairia ganhando seriam a América do Norte e a Europa, sedes das maiores empresas de alimentos, e as nações exportadoras de grãos, como o Brasil. Mas uma inflação descontrolada poderia abocanhar boa parte desses lucros e levar países pobres ao limiar da miséria."



  1. VIDA JUNKIE: Sem culpa, nos dedicaríamos muito mais ao prazer da alimentação, principalmente de coisas como gordura e açúcar. A explicação é evolutiva: os alimentos calóricos construíam um estoque de energia para garantir a sobrevivência nos períodos de fome. Frutas e legumes ficariam relegados às prateleiras de comidas exóticas.

  2. TODO LUGAR É LUGAR: Além de serem mais gostosos que os naturais, alimentos pré-preparados ou industrializados são mais práticos e adequados à vida moderna: basta abrir o saquinho e comer. Sem a preocupação com o peso, comeríamos mais vezes e em qualquer lugar.

  3. MAGRA, MAS FEIA: Uma alimentação pobre em vitaminas e sais minerais se refletiria em baixa resistência imunológica, anemia, pele ruim, cabelos e unhas quebradiços. Nem alimentos fortalecidos resolveriam o problema. "Os nutrientes existentes nas frutas e verduras são mais facilmente absorvidos pelo nosso organismo" diz Rafael Claro.

  4. HAJA REMÉDIO: Consumo excessivo de gordura e açúcares prejudica o fígado e os rins, aumenta a resistência à insulina (diretamente ligada à diabete tipo 2) e poderia provocar arterioclerose e hipertensão, elevando o risco de infartos e outros problemas cardíacos. "A indústria farmacêutica certamente ficaria muito feliz", diz o médico infectologista Ricardo Mangabeira.

  5. PADRÃO ANORÉXICO: O padrão de beleza continuaria sendo o magro. "Já são 15 anos vivendo nessa cultura, seria difícil mudar", diz Mirela Berger, doutora em antropologia social. Mas é provável que quiséssemos ser ainda mais magros. Assim aumentariam os casos de anorexia, o consumo de inibidores de apetite e a busca por definição muscular.

sábado, 30 de agosto de 2008

Lagostim recheado

Faz tempo que não escrevo aqui... Mas é porque eu já ando escrevendo tanto fora daqui... É monografia, é relatório de estágio, é relatório de visita técnica ao abatedouro humanitário, é prova... Que no final do dia eu quero tudo, menos escrever... Abro o blog e não sai nada...
Mas semana passada eu fiz esses lagostins recheados com farofa crocante...
Almoço pra comer com calma, olhando algum show do DVD, quebrando cada casquinha procurando a carne branquinha...
Delícia!





Lagostim com farofa crocante
8 lagostins com carapaça e pinças
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
5 folhas de louro
150g de manteiga derretida
1/2 pão italiano ralado (+- 200g)
1/2 xícara de salsinha picada
2 ramos pequenos de alecrim
Em uma panela, cozinhe os lagostins com bastante água fervente, temperada com sal e 2 folhas de louro, por cinco minutos. Escorra e, com uma tesoura ou faca bem afiada, corte a membrana da barriga de cada um deles. Com uma faca pequena, solte a carne da carapaça e retire o intestino com cuidado para não estourar.
Em uma tigela, junte 100g de manteiga, o pão, a salsinha, metade do alecrim, sal e pimenta e misture até obter uma farofa. Preencha a cavidade dos lagostins com metade dessa farofa e coloque-os em uma assadeira com as folhas de louro restantes. Regue com a manteiga restante e leve ao forno quente (200 ºC), preaquecido, por cinco a dez minutos ou até a farofa ficar dourada. Sirva os lagostins com o restante da farofa e o líquido que restar na assadeira, decorados com o alecrim restante.

sábado, 23 de agosto de 2008

O macarrão com paleta de cordeiro dela


.Trocar de lugar, na cozinha você/na mesa eu, na vitrola Rod Stewart, só pra variar, sol rachando na janela, 37º, revista Menu na mão, coca com gelo e limão, mãe só muda de endereço, pé descalço, liquidificador novo, eu não sei falar inglês, e daí, Nando Reis quer entrar, telefone pra São Paulo, João Paulo foi abençoado, gargalhadas, histórias, comer até passar mal, banho de azeite, me da um bis, fotos, porquinho de barro, muito confort no varal, comer é bom demais, Sabrina na tv, dois vasos de flor, Agosto de Deus, espera Outubro, bitoca no Bigode, o tempo passa e a gente nem vê, vem comer .

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

I'm so much BANANAS

Eu aaaaaaaaamo-ô banana!
Banana fica bom em tudo... No meio da carne de panela, no recheio do frango, na farofa com bacon, na vitamina com mamão, no bolo, na torta, assada, cozida, friiiiiiiiiiiita....
Bolo de banana com doce de leite então... afe!

125g de açúcar
75ml de óleo vegetal
1 ovo grande
1 xícara de farinha de trigo
3 bananas grandes
1 colher de sobremesa de aveia
½ colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela em pó

Peneire a farinha, o bicarbonato, o fermento e a canela em uma tigela e reserve. Bata na batedeira o açúcar, o óleo e ovo até ficar espesso. Acrescente duas bananas em rodelas finas e misture delicadamente. Acrescente os ingredientes secos e vá misturando até homogeneizar tudo. Despeje na forma, untada e enfarinhada. Salpique 1 colher de aveia na superfície do bolo e acomode rodelas grossas de uma banana por cima. Faça uma fina camada de açúcar peneirado por cima e asse em forno pré aquecido com 45'.

A camada de açúcar vai deixar a superfície crocante...

Não tenha um pote de doce de leite na geladeira..........

Dalva e Dito

Previsto para outubro a inauguração do novo restaurante do Alex Atala, o Dalva e Dito. Também na rua Barão de Capanema...



Cuuuuuuuuurri pra jogar na Mega Sena...

domingo, 10 de agosto de 2008

The man with a moustache


Comidas que SEMPRE me fazem lembrar meu pai:

Balas MENTEX
Ovos mexidos com bacon todo domingo
Sanduiche de pão, filé mignon e queijo
Camarões grandes
Strogonoff com muito champignon

Frases que SEMPRE me fazem lembrar meu pai:

"Princesa do figo bichado"
"Saracoteia pra eu ver"
"Marina, fica fria..."
"Marina, fica caladinha SÓ UM POUQUINHO"
"Pai, quero fazer pipi"


Historias que SEMPRE me lembro sobre meu pai:
  • Minha mãe diz que depois do ato de consumação meu pai disse: Hoje eu fiz uma menina! Eu não sei se é verdade ou não, mas eu sei que ele foi o primeiro homem pelo qual eu me apaixonei...

  • Na época que passava aquela novela Vamp, um dia, vi meu pai dando um beijo de língua na minha mãe... E eu falei que também queria um beijo daqueles! Ele disse que não podia me dar um beijo daqueles, porque ele era igual o vampiro Matosão da novela, e se ele me beijasse daquele jeito eu também iria virar vampira... Então só podia ser BITOCA DE MATOSO!
  • Todo domingo eu tinha que chegar em casa impreterivelmente ás 20h pra assistir a série policial Without a Trace com meu pai... Eu sempre chegava 20:05 e ele olhava pra mim e falava: ACHEI QUE VOCÊ NÃO FOSSE VIR NÃO!!!!!!!!!!!! Eu já pulava na cama e ajeitava a cabeça em cima da barriga dele... Antes do primeiro comercial ele já estava roncando... E como mágica ele SEMPRE acordava assim que o capítulo acabasse... Olhava pra mim e falava: Nossa, esse foi bom hein??????????

  • Minha amiga Simone chegava lá em casa e chamava meu pai de Ernestão Taxista, pq era sempre ele quem levava e buscava a gente das festas, e deixava T-O-D-O mundo em casa... Sempre...


É bem verdade que João Paulo e eu tivemos muita sorte em questão de pai e mãe... E família em geral... Meu pai sempre foi um pai presente, um pai carinhoso, levava a gente pra viajar nas férias, me dava flores no dia da mulher, aniversário etc e tal... Quando viajava sempre trazia presentes... Quando saí de casa pra morar fora ele me ligava todos os dias... Meu pai teve muita paciência comigo... É verdade que eu não fui uma criança levada, mas fui uma adolescente inconsequente... Perdi o juízo muito antes dos sisos... Mas mais verdade ainda é que eu não conheço uma filha que seja mais apaixonada pelo pai do que eu....

Wanna go for a ride, baby?